domingo, 29 de março de 2020

ABSURDO

Segurança Pública é caso de polícia em Rondônia

10/01/20 16:46

Maioria das delegacias e até os “modernos” Unisp funcionam precariamente, denuncia população e policiais servidores lotados nas unidades.

Porto Velho, RO – A maioria dos rondonienses não conseguem entender, o que realmente acontece na política de Segurança Pública de Rondônia. Na manhã do dia 23 de dezembro de 2019, o governador Marcos Rocha (PSL), reuniu a imprensa e fez um balanço do seu primeiro ano do governo e alardeou que Rondônia ‘é um Estado pujante’. “Enalteceu o agronegócio, Além de outros assuntos abordados, citou a dívida do Beron, o combate à corrupção e a construção do novo Pronto Socorro João Paulo II, sobretudo a segurançapública”. Porém, a situação é muito mais delicada do que se possa imaginar.

Piscina da antiga mansão que vive cheia d’água “funcionários fizeram uma ‘vaquinha’ para comprar uma lona para cobrir a piscina da antiga mansão que vive cheia d’água (Foto Edilson Neves

Apesar das melhorias apontadas pelo governador, o que se ver na saúde é um cenário de crise, além de dificuldades de gestão. Em relação à segurança pública, a realidade do Estado rondoniense está longe de uma solução plausível e, é ainda mais delicada, principalmente na prestação de serviços.

A população, acuada não sabe para quem recorrer para conter os roubos a residências, de motocicletas e de celulares. Além do tráfico de drogas, estupros, entre outros crimes.

“A situação está um caos, principalmente, para quem vive na periferia”. Lamenta a dona de casa M.C.B., casada, mãe de duas filhas, moradora do bairro Jardim Santana, uma das áreas mais violentas de Porto Velho.

– A partir das 18h da noite, a gente tem que se trancar dentro de casa, os criminosos tomam conta das ruas, disse a dona de casa que voltava de uma delegacia local.

A 2ª Delegacia da Polícia Civil de Porto Velho, está, completamente, abandonada. Falta policiais, além das deficiências na estrutura do prédio, são inúmeras o rol de vários problemas existentes. Para se ter uma ideia, o prédio aonde hoje funciona a Especializada, fica tomado pelo mato – sem que nenhuma providência seja adotada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Atualmente, a Delegacia encontra-se instalada em um imóvel alugado, cujo projeto original era uma residência, contudo, desde então, nunca passou por uma reforma. Em relação à estrutura do prédio, não oferece acessibilidade para idosos, cadeirantes e portadores de outras deficiências físicas, bem como varias infiltrações, “nos dias de chuva forte, a situação piora”; a sala de espera fica em uma varanda sob Sol e chuva. Além das paredes mofadas, bebedouros sujos, cadeiras velhas, um total desconforto para com o contribuintes e servidores.

Matagal invadem a 2ª Delegacia da Polícia Civil de Porto Velho, na Rafael Vaz e Silva – Foto Edilson Neves

Com o sucateamento da Segurança Pública, policiais e servidores da 2ª Delegacia de Polícia, Localizada na Rua Rafael Vaz e Silva, esquina com a Rua Padre Moretti, bairro Liberdade, se juntaram e fizeram uma ‘vaquinha’ para comprar uma lona para cobrir uma piscina velha da antiga mansão que vive cheia d’água – com medo da proliferação de mosquito-da-dengue, o Aedes Aegypti, transmissor de doenças como a dengue, febre amarela, chikungunya e zikavirus. Para se ter uma ideia, eles, também, compraram um bebedouro e um aparelho de ar-condicionado, sem falar na água para beber que muitas vezes eles têm que comprar. Além disso, o materiais de limpeza e a faxina é feita pelos próprios funcionários.

A delegada titular, Keity Mota Soares, nada pode fazer, já que a estrutura que o Estado oferece para o combate à violência é muito pouco e deficitário. Sobre a precariedade, os agentes evitam falar sobre o assunto por temerem represálias dos superiores. O efetivo diário conta com apenas 15 servidores no quadro de pessoal ativo.

Varanda do Prédio onde fica a sala de espera aonde os contribuintes aguardam para serem atendidos, “sob Sol e chuva” – Foto Edilson Neves

Distribuído, entre delegados, agentes de Polícia, Escrivão e Comissário para realizar investigações, registrar queixas e entregar intimações. Este quadro tende a se agravar, já que tem servidores prestes a se aposentar por tempo de serviço.

Além das condições físicas precárias, a maioria das delegacias da Polícia Civil, as “Unidades Integradas de Segurança Pública (UNISP) construídos e com equipamentos custaram mais de R$ 6 milhões, ainda assim, apresentam gravíssimo problemas estruturais. As Unidade Integrada de Segurança Pública já apresentam ‘avarias’, segundo avaliação dos próprios policiais.

Situação idêntica, ocorre também em outros municípios. Principalmente, por falta de efetivo. Sem falar na falta de estrutura das delegacias desses municípios e cidades vizinhas. “essas situações favorecem a impunidade e a proliferação de diversas modalidades de crimes, entre elas o crescimento do tráfico”, atestam policiais ouvidos pela reportagem.

A maioria das delegacias e UNISP, segundo informações de policiais que preferem não ser identificados, voltaram a funcionar com celas de custódia e abriga presos provisórios. Pelas novas determinações, o preso só pode ficar nas delegacias 24 ou 48 horas. Os policiais militares e civis se negam a atuar como carcereiros. Os funcionários, também, criticam as “péssimas” condições de trabalho.

Bebedouro comprado pelos funcionários através de uma vaquinha, além da água para beber – Foto Edilson Neves

 

 

Fonte

Redação/CNR | Por Edilson Neves



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Caian
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Caian

Vcs da redação não viram é nada ainda, se existe uma policia abandonada no estado essa Polícia e a Polícia Civjl, e outra nosso estado não tem Governador, o que está ocupando esse lugar é um infame que colocaram para concorrer é por falta de opção, ou até por burrice de maia de 70% da população fez com que esse que aí está ocupando tal cargo, infelizmente Rondônia ficará mais 4 anos jogada as traças, e se tudo der certo esse Marcos Rocha será um governador de um mandato só, e outra pra que que eles vão investir na Única… Read more »

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