domingo, 05 de abril de 2020

POLÍTICA

Seduc descumpre determinação judicial e pode derrubar muro em cima de alunos

13/02/20 14:01

Porto Velho, RO – Por pura incompetência de servidores a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) descumpriu determinação judicial de construir uma escola no Residencial Orgulho do Madeira, em Porto Velho. Também não cumpriu o acordo com o Ministério Público, de instalar o sistema de combate a incêndio nas instituições de ensino. Em vez disso gastou R$ 10 milhões para aumentar os muros dos colégios da capital, que passaram a ter quatro metros de altura.

Enquanto isso o chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, que poderia fiscalizar a Seduc, permanece inoperante. A maior falha dele, aliás, aconteceu no final do ano passado, quando deputados da base governista não aceitaram aprovar o projeto que permitiria ao governo tomar 30 milhões de dólares emprestados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O governador Marcos Rocha (PSL) contava com esse dinheiro para conseguir desenvolver alguns projetos este ano. Considerando que no ano passado ele trabalhou pouco ou quase nada.

Os deputados governistas aprovaram a tomada de empréstimo em primeira votação e em seguida se retiraram do plenário. Júnior Gonçalves estava na Assembleia Legislativa, mas os parlamentares nem ligaram para isso. Os deputados governistas toparam participar de uma sessão no dia seguinte, desde que o projeto fosse retirado.

Enquanto Júnior Gonçalves patinava no elevador da Assembleia Legislativa, o gerente de obras da Seduc, engenheiro Ronaldo Scorza Gonçalves foi exonerado recentemente, em meio a uma investigação conduzida pela Polícia Civil. Ele foi supostamente acusado de direcionar licitações. O engenheiro teria ido a escolas e coagir diretores para que uma empresa de um “amigo” ganhasse as obras. Por isso, foi mandado embora.

Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves

De acordo com o que foi apurado, a Seduc empenhou no final do ano passado R$ 10 milhões, em 20 dias, para aumentar a altura dos muros das escolas de Porto Velho. Não houve análise de solo para o dimensionamento da fundação. Os muros ficaram com quatro metros e não se sabe se os alicerces suportarão a carga. Com isso Podem cair na cabeça de alguns alunos. Uma única empresa ganhou a maior parte das obras: a empresa do amigo do Ronaldo. Aparentemente o desvio de dinheiro no governo Marcos Rocha está nítido, pois não havia necessidade de aumentar muros.

É bom lembrar que o ex-gerente da Seduc, Ronaldo Scorza Gonçalves, é o mesmo engenheiro responsável pelo projeto do prédio do empresário Uirandê Castro, dono do Aquárius Selva Hotel. O prédio inclinou e quase caiu. Ronaldo chegou a ser preso por conta disso. Mas para quem quase causou a derrubada de um prédio na cabeça de populares, derrubar muros em cima de crianças deve ser pouca coisa. Foi esse o engenheiro que a equipe de Marcos Rocha colocou para cuidar da construção e reformas de escolas em Rondônia, e Júnior Gonçalves não viu.

O engenheiro Ronaldo Scorza Gonçalves é ex-cunhado do secretário da Seduc, Suamy Vivecananda. Ele foi casado com a atual diretora pedagógica do Idep, uma autarquia vinculada à Seduc, Eline Silva Costa. Quer dizer que o secretário Suamy colocou a família para trabalhar na Seduc, debaixo do nariz de Júnior Gonçalves.

O ex-cunhado do Suamy foi exonerado exatamente depois de a Seduc encaminhar R$ 330 mil para o Idep reformar o Instituto Abaitará. Ronaldo foi com a ex-mulher, “acompanhou” a licitação e o “amigo” dele ganhou. A investigação já existia, mas então a Polícia Civil tratou de avisar o governador, já que Júnior Gonçalves vazia vista grossa.

Fonte

Redação/CNR



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