sábado, 29 de fevereiro de 2020

POLÍCIA

Sedam faz vista grossa na garimpagem ilegal no Rio madeira  

26/12/19 11:48

Porto Velho, RO – Pelo menos 60 dragas de garimpeiros vinculados a duas cooperativas já investigadas em operações da Polícia Federal estão sendo acusadas de invadir áreas de Proteção Ambiental (APA), à jusante e a montante da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira.

A ocupação é ilegal e viria ocorrendo ao menos uma semana depois que um comboio de dragas migrou dos garimpos das localidades de Santa Rosa e Tambaqui no lado amazonense de Humaitá, a 210 quilômetros de Porto Velho. segundo informações, a Secretaria do Meio Ambiente (SEDAM) já tem conhecimento da invasão e viria fazendo “vistas grossa” sobre a garimpagem ilegal.

De acordo com informações obtidas junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), sucedânea do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ‘a fiscalização não é competência do órgão’. Cabe ao governo do Estado, através da SEDAM e do Batalhão Ambiental, ‘coibir as atividades garimpeiras em áreas não licenciadas, além de solicitar a Polícia Federal para que as operações sejam deflagradas em conjunto durante a fiscalização’.

As invasões em áreas de proteção ambiental ao longo do Rio Madeira já vêm acontecendo há bastante tempo. Durante o governo Confúcio Moura (MDB), na gestão da ex-secretária da SEDAM, foi ventilado a existência de um suposto ‘propinoduto’ dentro do órgão. À época, a denúncia chegou a ser apurada, mas, os resultados das investigações nunca foram divulgados.

A invasão atribuída a garimpeiros rondonienses e Sul do Amazonas ganharam força na aproximação dos festejos de fim de Ano, quando, grande parte dos órgãos de controle e fiscalização ambiental chega a ser esvaziado por conta das férias de fim de ano no setor público. Na SEDAM, apesar da notícia ter chegado ao conhecimento da chefia de Fiscalização e também ao Batalhão Ambiental, ‘a garimpagem ilegal ainda não foi contida’, revela fonte do antigo DNPM.

De acordo com ribeirinhos da margem esquerda do Rio Madeira e ao longo da Estrada do Belmont, diariamente, ao menos 12 dragas de médio e grande porte são vistas operando a partir das 18h30 às cinco horas da manhã do dia seguinte. E em maior número, pelo menos 60 balsas escariantes (pequenas dragas artesanais), são vistas em plena atividade na região sem serem infortunadas pelos órgãos de fiscalização ou da Polícia Federal.

Por pouco ou quase nada, em anos anteriores, invasões que ocorreram dentro e fora da Área de Proteção Ambiental (APA) do bioma Rio Madeira foram contidas através de operações conjuntas da Polícia Federal e da Força de Segurança Nacional, entre as quais, durante as operações Iara, Eldorado e Rio de Ouro. Em todas elas, foram apreendidas maquinas e equipamentos, além de centenas de garimpeiros.

Fonte

da Redação/CNR



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