sábado, 29 de fevereiro de 2020

POLÍCIA

PRF dá detalhes de acidente que deixou 6 mortos; carreta estava acima da velocidade permitida

31/12/19 09:47

Chovia muito no momento em que carreta rodou e invadiu a pista contrária

O Folha do Sul entrevistou, com exclusividade, na manhã desta segunda-feira, 30, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal em Vilhena, João Paulo Monteiro Lobato, e o responsável pelo Núcleo de Comunicação da Corporação na cidade, Vagner Borges.

Os dois deram detalhes do acidente envolvendo um ônibus e uma carreta, que deixou seis mortos. A batida frontal aconteceu na noite de sábado, 28, num trecho da BR 364, entre Vilhena e Pimenta Bueno. Além dos mortos, vários feridos foram resgatados, numa ação que mobilizou a própria PRF e o Corpo de Bombeiros.

De acordo com os agentes, o ônibus da empresa Bruna Turismo, com sede em Comodoro (MT) e a serviço da Transbrasil, tinha toda a documentação regular e o motorista estava habilitado para conduzi-lo. Aliás, o empresário Luiz Carlos Amaro, um dos mortos no acidente, era dono da empresa terceirizada.

O tacógrafo do ônibus parou de funcionar minutos antes da fatalidade, em virtude de um problema na agulha, portanto, não foi possível saber a velocidade no momento do impacto e nem a quanto tempo ele estava rodando.

Mas, para os policiais, o defeito no equipamento não foi determinante no acidente, já que o ônibus foi atingido em sua mão de direção pela carreta.

Já no veículo de carga, cujo tacógrafo estava intacto, foram constatadas algumas irregularidades. A primeira delas diz respeito à velocidade: o caminhão estava a 120 km por hora, quando naquele trecho, a velocidade máxima permitida é de 100 km/h.

Além disso, havia excesso de passageiros na gabine: o modelo acidentado poderia levar apenas dois, e havia 5 a bordo, dois adultos e três crianças. A mais nova, de 02 anos, morreu na hora, junto com os pais. O caminhoneiro Sérgio Jesus Pereira era habilitado com CNH D, mas para dirigir uma carreta 9 eixos, a categoria deveria ser a E.

AS CAUSAS

Embora os laudos periciais ainda não tenham sido concluídos, a PRF avalia que o motorista da carreta tenha sido o responsável pelo acidente. A corporação diz que chovia forte e havia neblina na pista naquele momento.

Existem depoimentos de testemunhas apontando que um carro à frente do caminhão teria levado o motorista a tentar frear, o que acabou fazendo com que ele rodasse na pista e fosse atingido pelo ônibus, mas isso ainda está sendo investigado.

Também será apurado o que teria feito o caminhoneiro ter, aparentemente, perdido o controle da direção.

E O SEGURO?

O FOLHA DO SUL ON LINE vai, agora, buscar junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informações sobre como será o pagamento de indenização aos familiares dos mortos e aos feridos.

Para circular, o ônibus, que estava com a documentação regular, precisaria ter pago um seguro obrigatório para indenizar os passageiros acidentados. A PRF, no entanto, disse que cuida apenas da parte relativa ao Código de Trânsito, e que a reparação das vítimas e informações sobre o seguro devem ser obtidas junto à ANTT, em Brasília.

Fonte

Folha do sul



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