segunda, 17 de fevereiro de 2020

JUSTIÇA

Enquanto presos fogem, governo libera agentes penitenciários para outros órgãos

27/12/19 15:47

Enquanto agentes penitenciários são desviados de suas funções pelo governo do estado, presos serrão as grades e fogem dos presídios.

Desde que o atual governador Marcos Rocha era Secretaria de Estado de Justiça (SEJUS), os presídios sofrem com um efetivo reduzido de agentes penitenciários. De acordo com informações de um agente que prefere não se identificar, ‘não é novidade a falta de efetivo nas unidades prisionais’. Segundo ele, em Machadinho, por plantão, deveriam trabalhar oito agentes, mas, com a defasagem de efetivo trabalham apenas quatro, revelou.

Edson Welten Filho

Um cenário que vem se repetindo há anos no Estado de Rondônia: Desvio de funções, defasagem de efetivo de agentes, além de falta de vagas no sistema prisional.  Na semana passada, mais uma fuga foi registrada no presídio de Machadinho D’Oeste. Um elemento de alta periculosidade serrou as grandes e fugiu.

Atualmente, o que se percebe é o agravamento desse cenário em função de vários fatores, como crise econômica, entre outras coisas, má gestão de pessoal. Além de um sistema prisional caótico, o desvio de função de agentes penitenciários agrava ainda mais a situação, o que compromete a segurança pública. Entretanto, o que era ruim, piorou depois da posse do atual governador. No início do ano, o presídio de Machadinho perdeu mais dois agentes, que foram cedidos para outros órgãos.

No que diz respeito aos agentes, a Reportagem constatou que houve a lotação de dois servidores em setores puramente administrativos: Edson Welten Filho, foi chefiar a 6ª Residência do DER no município de Machadinho D’Oeste, além do salário de agente penitenciário, Edson recebe mais 6.000,00 como chefe do departamento.

Outro agente que se deu bem no governo Marcos Rocha foi Eliete Lacheski da Silveira. Ela chefia o Escritório Regional da SEDAM, também, em Machadinho D’Oeste. Além do salário de agente penitenciária, ela embolsa mais R$ 1.380,00 por um CDS-4, certamente, dois casos escandalosos de desvio de função. Agentes que deveriam estar nos presídios cuidando de presos, no entanto, estão à disposição de órgãos públicos e, nesses casos, a sociedade é quem paga o preço com a falta de segurança por conta da fuga de elementos perigosos; como o que fugiu.  

Eliete Lacheski da Silveira

Trata-se de casos típicos de servidores que ‘ajudaram’ na campanha do governador que tiveram o direito de escolher um órgão para comandar, mesmo com a carência de efetivos nos presídios foram cedidos por ele para exercer funções divergentes e, certamente, mantendo suas remunerações, além de acumularem altas gratificações.

Até quando as autoridades, em especial o Ministério Público do Estado (MPE) vai aceitar esse tipo de desmando? Até quando irá permitir esse tipo de politicagem, que só traz prejuízos aos cidadãos rondonienses?

Um levantamento feito pela Reportagem do CORREIO DE NOTÍCIAS constatou, ainda, que o Estado construiu quatro guaritas no presídio de Machadinho para manter a vigilância dos detentos. Contudo, essas guaritas (?) não funcionam por falta de efetivo. Enquanto isso, agentes penitenciários que deveriam cuidar de presos estão em desvio de função, cedidos a outros órgãos e os presos serrando as grades para fugirem.

O mais engraçado é que desde que assumiu o Governo, o governador coronel tem falado de honestidade de enfrentamento à corrupção, na segurança pública, fazer com que as aquisições sejam lícitas, para que não haja contratos fraudulentos, sobretudo ter juízo na administração, sabedoria para que Rondônia dê certo (sic). No entanto, o grande problema é que o governador não está conseguindo pôr em prática seus discursos.

Fonte

da Redação/ CNR | Por Edilson neves



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