segunda, 17 de fevereiro de 2020

EDUCAÇÃO

Pais de crianças portadoras de Síndrome de DOWN reclamam da falta de professores

22/01/20 16:19

Porto Velho, RO – Pais de crianças portadoras de Síndrome de DOWN estranharam nesta segunda-feira (20), a ausência de profissionais especializados na lista de professores contratados pela Prefeitura de Porto Velho para suprir as necessidades deficitárias no quadro de ensino da rede municipal.

Nesta terça-feira 21, comemora-se em todo o mundo, o Dia Internacional da Síndrome de DOWN. Em Porto Velho, até o fechamento desta edição, a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) não haviam divulgado nenhuma programação oficial alusiva à data, muito menos a divulgação de professores especializados na lida para atender crianças especiais.

Entre os 70 novos professores que tomaram posse nesta quarta-feira 22, no Prédio do Relógio, sob a chancela da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), nenhum dos empossados teria especialização em Educação Inclusiva voltada à atenção às crianças portadoras de deficiência, como Autistas, Síndrome de DOWN ou paralisia cerebral.

Sobre o assunto, o prefeito Hildon Chaves, em entrevista à imprensa, não especificou nada sobre as habilidades profissionais dos novos contratados em concurso através da Secretaria de Educação. O fato preocupou a mãe de I.C.N, de 8 anos, que foi obrigada a deixar  a filha fora da sala de aula por três anos.

No âmbito da rede municipal de ensino, ao longo desses três anos sem abrir concurso,  só agora foi contratado novos professores. Porém, entre os novos contratados, ‘não há sinais de que ao menos parte do novo quadro seja remanejada para suprir a ausência desses profissionais em creches ou na educação básica’, reclamou Francisca da Silva, 58, mãe de I.C.N.

Enquanto isso, o prefeito Hildon Chaves reiterou, em nota, que os novos professores serão empossados para somar na Secretaria de Educação. Contudo, não especificou em que áreas da educação serão lotadas. Ele se limitou a falar que, ‘nenhuma sala de aula fique sem professor e que continuará a lutar pela educação das nossas crianças’.

Dados extraídos de entidades que lutam pela implantação Educacional Inclusiva nas escolas públicas atestam que, as redes públicas insistem em contratar profissionais sem formação na Educação Infantil. A situação piorou, segundo Francisca da Silva – que é acadêmica do Serviço Social, ‘nos últimos três anos, a demanda de professores especializados tornou-se muito grande, sobretudo na rede municipal de ensino’.

No caso específico das crianças portadoras da Síndrome de DOWN, ela diz que ‘o município e o Governo do Estado deveriam abrir concurso para contratar professores especializados’, para atender as crianças autistas.  

  

Fonte

Por Xico Nery   



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