terça, 10 de dezembro de 2019

POLÍTICA

Líderes comunitários indagam qual seria papel da primeira dama

02/12/19 18:29

Porto Velho, RO – Num dos últimos encontros políticos e social promovidos por líderes de bairros na Zona Leste da capital, os participantes tentaram esclarecer qual seria o verdadeiro papel da Primeira Dama, Yeda Chaves, na condução das políticas municipais de assistência social e da família no governo do marido Hildon Chaves.

Muito carismática e querida por muitos nas comunidades locais, independentemente das ações negativas ou positivas relacionadas ao trabalho do prefeito, a falta de estrutura de gabinete da Primeira-dama tem motivado acaloradas discussões e debates contra e a favor da primeira-dama.

Normalmente, a primeira-dama acaba tendo para si reservada a função de cuidar de ações sociais importantes do governo de seus maridos, por exemplo, organizando eventos beneficentes, entre outras coisas. Entretanto, para quem acredita que de fato uma primeira-dama possa ter algum tipo de papel importante dentro da política, a verdade é que este papel é quase nulo, já que as decisões não passam por suas mãos.

Porém, a função desempenhada pela Primeira Dama é considerada serviço público relevante e deveria integrar a estrutura administrativa do município.

Yeda Chaves

No entanto, a Primeira-dama de Porto Velho não conta com nenhuma Gabinete para coordenar suas ações, desde o antigo prédio onde funcionou desde o século passado a Prefeitura local, Yeda Chaves nunca contou com estrutura própria e sustentável para tocar as ações sociais de cidadania, apontou lideranças.

Afora a ex-Primeira-dama do Estado, Ivone Cassol, que presidiu por longos sete anos e meio a União dos Voluntários do Estado de Rondônia (UVERON), não se sabe ao certo qual outra Primeira Dama de Porto Velho ou do Estado contou com infraestrutura exclusiva reservada ao atendimento público, senão Ivone Cassol, atestaram.

Nos dois primeiros anos da administração do marido, Yeda Chaves, atendeu o público em uma sala improvisada no gabinete do marido. Com a mudança para o Prédio do Relógio, ela atende o público num salão que divide com o Cerimonial da Prefeitura sob o comando de uma jornalista de uma emissora de rádio e televisão.

Segundo atestaram, é nessa sala, com uma mesa redonda para 4 a 6 lugares, além de uma mesa de recepção ocupada, eventualmente, por ela que o atendimento é feito depois de receber uma espécie de agenda semanal preparada por um comunitário de um bairro da Zona Sul da Capital.

Para a maioria das lideranças, ainda não vinculados ao gabinete do prefeito Hildon Chaves, ‘o trabalho da dona Yeda Chaves ajuda a aparar algumas arestas deixadas em aberto pelo cargo que ocupa por não ter tido a oportunidade de contar com uma estrutura própria’ – como por exemplo, um Gabinete vinculado ao Gabinete do Prefeito, comumente dado pelos maridos prefeitos às primeiras damas de todo o País.

De fala mansa e pacífica diante de críticas que houve e anota em desfavor de alguns pontos falhos da administração municipal, Yeda Chaves, na opinião de vários líderes de bairros, ‘merece um ambiente amplo, importante e estratégico fora do gabinete do prefeito’. Só assim, acreditam eles, ‘poderá deslanchar com suas ações sociais’. Inclusive para reunir entidades sócias, pessoas e setores da sociedade civil’.

Segundo esses grupos comunitários, ‘Dona Yeda não é vista ostentando poder, não é vista fazendo compras e fazendo viagem de luxo enquanto nosso povo passa necessidades’. Um dos protagonistas de um encontro nas comunidades que discutiu o verdadeiro papel da Primeira-dama de Porto Velho, parodiando alguns casos de primeiras-damas brasileiras desprendidas da situação de miséria das pessoas, lembrou o caso ‘da rainha francesa que ostentava, enquanto o povo governado por seu marido passava fome’.

– Aqui, não tem disso! Mas, a Primeira Dama Yeda Chaves, ainda não tem um ambiente apropriado para fazer um atendimento digno e com folga ao público, completou o interlocutor ao CORREIO DE NOTÍCIA.

Historicamente, a origem do termo que deu origem à designação ‘Primeira Dama’ surgiu nos Estados Unidos em meados do século 19. Segundo a Associação Histórica da Casa Branca, ‘não há um registro oficial de quando esse termo passou a ser usado’ – nem especificamente com a mulher de chefe de Estado.

De acordo com apontamentos extraídos de um livro datado do século 19, ao menos 40 anos após a morte de Martha Washington, mulher do primeiro presidente dos Estados Unidos da América, George Washington, já há uma referência à ela como ‘Primeira-dama da Nação’. Até o termo ‘primeira-dama’ ser adotado, os norte-americanos se referenciam à matriarca da Casa Branca como ‘Lady’ (Dama), ‘Esposa do Presidente’ ou ‘Senhora Presidente’.

Conta a história que, é a partir do governo do 22º presidente americano, Grover Cleveland, entre 1885 e 1889, que começaram a aparecer com mais frequência na imprensa referências à sua mulher, Frances Folsom Cleveland, como ‘a primeira-dama’.

 

 

Fonte

da Redação/CNR | Por Xico Nery



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