terça, 21 de janeiro de 2020

POLÍTICA

Hildon Chaves manda Boi pastar e abre a porteira para antigos aliados

04/12/19 07:00

Porto Velho, RO – A intriga do prefeito tucano Hildon Chaves (PSDB) e o seu vice, Edgar do Boi (PSDC), chegou às redes sociais e não se trata de mera especulação, segundo apurou a reportagem do jornal CORREIO DE NOTÍCIA, publicada nesta quarta-feira (4).

De acordo com as informações, a ida de “Boi” à Câmara Municipal durante as ocupações de moradores e agricultores de União Bandeirantes e outros distritos da ponta do Abunã só recrudesceu mais ainda a relação entre o pássaro do bico grande e o mestiço alongado. Em discurso, o Vice Boi não poupou críticas à administração Chavista, e confessou; ‘estou envergonhado’.

Segundo fontes tucanas, logo no início da administração tucana, ‘o grupo do prefeito dera os primeiros sinais de que num futuro não muito distante a cisão entre o pássaro do bico grande e o ruminante seria inevitável’ por conta e risco da distribuição das nomeações. Porém o PSDC de “Boi” ficou com um número de cargos bem pequeno, enquanto a tucanada abiscoitaram a maior fatia, disseram.

Cotado para a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SEMISB), Edgar do Boi, por sua formação em engenharia mecânica e por ter chefiado o gabinete do então deputado Neodi Carlos de Oliveira, Boi seria o indicado para a referida pasta. Assim, enfatizaram as fontes, ‘o Vice-Prefeito obteve apenas a indicação da esposa para ser adjunta da SEMASF (Secretaria de Assistência Social e da Família, mas logo teria sido demitida’.

Subestimando a capacidade do pássaro cheio de truques e inteligente, Boi visivelmente, maltratado, abatido e sem forças para lidar com o pássaro do bico grande foi forçado a ficar no isolamento. “Alongado”.

A partir daí, segundo as fontes, as arestas entre os dois mandatários não decresceram. O prefeito Hildon Chaves, ao viajar para Orlando de férias com a família, com menos de um ano à frente da Prefeitura, não repassou o cargo ao vice “Boi”. Em outra ausência do mandatário, desta feita, em viagem à China, Chaves repetiu a dose e deixou a Prefeitura nas mãos do ex-policial militar Devanildo Santana (Dr. Santana) – como, comumente, vem fazendo todas as vezes que viaja ao exterior.

Cisão política

A gota d’água entre os dois mandatários, conforme apurou a Reportagem, recrudesceu ainda mais com a mudança do gabinete do prefeito do antigo Palácio Tancredo Neves para o Prédio do Relógio. ‘O objetivo era isolar, de vez, o vice Boi de suas atividades constitucionais e deixá-lo longe, muito longe da administração municipal’, apontaram as mesmas fontes.

Na verdade, desde o início do mandato o toureiro tucano vem despertando a fúria do Boi vice. E isso, acontece basicamente, devido os movimentos e provocações do pássaro colorido. Isso, tem provocado a fúria do ruminante.

– O caldo entornou ainda mais, quando, em ato inédito, o prefeito Hildon Chaves demitiu todos os assessores do gabinete do Vice Boiadeiro, inclusive o motorista’, completaram os interlocutores.

Redes Sociais

A briga chegou às redes sociais e aos sites de notícias depois que Edgar do Boi teria se recusado a apoiar Expedito Júnior ao governo do Estado e a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB) à reeleição. Daí pra frente, revelaram as fontes, “Boi” optou em levar o nome do então desconhecido coronel Marcos Rocha ao governo do Estado em apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Em contato com pessoas próximas ao Vice-Prefeito junto a alguns deputados estaduais, a Reportagem não obteve informação sobre os novos capítulos envolvendo a crise entre os dois mandatários. Porém, fomos informados que, ‘o grupo político do prefeito, teria mexido os pauzinhos com o advento da Operação “Boi Gordo”  afim de acelerar a suposta anulação de uma possível pré-candidatura de Edgar do Boi à sucessão de Chaves em 2020’.

Mesmo rompido com Edgar do Boi, já investigado pela ‘Operação Boi Gordo’ do Ministério Público Estadual (MPE), o tucano Hildon Chaves, segundo analistas, ‘poderá enfrentar resistência na sua própria base, com a possível candidatura à reeleição ano que vem’.

De forma considerada precipitada, Hildon Chaves, anunciou na semana passada através de suas redes sociais e na mídia local, que o seu futuro Vice nas eleições de 2020 seria o ex-candidato derrotado ao Senado, Fabrício Jurado – que obteve 34 mil votos nas eleições de 2018. Ele é do Democratas de Porto Velho, do senador Marcos Rogério.

Conforme analistas ligados ao PSDC e partidos de oposição ao prefeito Hildon Chaves, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RO), havia um acordo entre ele e o Vice Edgar do Boi. Hildon precisou da aliança entre o seu partido, PSDB e o PSDC para chegar à Prefeitura. ‘O acordo não foi cumprido e agora, o que se vê, são muitas confusões que ameaçam a base do prefeito na Câmara’, atestaram.

Por outro lado, segundo informações de analistas ouvidos pela reportagem, o prefeito busca garantir um nome para compor uma aliança entre os vereadores que mais se destacaram durante o desempenho do seu mandato. Esse acordo, ao que parece até agora, com a chegada do ex-candidato ao Senado, o advogado Fabrício Jurado, que também é do DEM, ‘só puxaria pra baixo a chance de somar com os vereadores uma boa nominata a prefeito’.

Enquanto isso, o Vice-Prefeito, segundo ex-colaboradores do antigo gabinete que vinha funcionando, precariamente, desde 2017, ‘agora, Boi fez questão de entrar na briga apoiando, possivelmente, a pré-candidatura do nome preferido pelo governador Marcos Rocha à Prefeitura de Porto Velho. Nesse caso, trata-se do deputado estadual Heyder Brasil (ainda no PSL). Na tribuna da Câmara, Brasil atribui a crise no transporte escolar, na Saúde e educação municipal, ‘a uma grande incompetência por parte dos gestores do município’.

 

Fonte

da Redação/CNR



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