sexta, 13 de dezembro de 2019

GERAL

Ferroviários da Madeira Mamoré ainda não têm local certo para atender visitantes

28/11/19 17:36

Porto Velho, RO – Enquanto as obras do projeto de revitalização, sob a responsabilidade da Prefeitura e do Consórcio Santo Antônio Energia (CSA-E), não deslancham, os ex-ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) continuam sem espaço adequado para promover o atendimento aos associados da categoria e ao público em geral.

O local onde os ex-ferroviários atendiam o público e reuniam-se com os associados, além de receberem autoridades, visitantes e turistas, sempre funcionou nas dependências do antigo prédio da Estação Central da Ferrovia, no largo principal do Complexo Ferroviário. Porém, o atual prefeito Hildon Chaves desalojou todo mundo.

De acordo com remanescentes da Ferrovia Madeira Mamoré, ‘desde o início da gestão de Chaves, baixou nele o Espírito da destruição, sem caráter conservador do patrimônio histórico, cultural, artístico, documental e religiosa’, disse.

Logo em 2017, um dos primeiros atos atribuídos ao titular da Fundação Cultural (FUNCULTURAL), o museólogo Antônio Ocampo, foi exigir a desocupação imediata do prédio antigo da Estação Central. À época, o prefeito já sinalizava para a encampação do Complexo Ferroviário por 50 anos sob a suposta orientação do ex-técnico do IPHAN, Geovane Barcelos, aponta um ex-ferroviário da ‘Ferrovia da Morte’.

Outro ex-funcionário, ainda vivo, afirma ter sido informado pelo pai, antigo comandante de navios que teria transportado seringueiros e soldados da borracha para Amazônia Ocidental Brasileira, segundo ele, com Associação ‘fora do Complexo, a Prefeitura não sofreria resistência para obter a concessão e tudo ficaria mais fácil com a desocupação dos heróis de dentro do complexo’.

Após terem sido retirados do Complexo Ferroviário, por pressão da Fundação Cultural, à época, toda a cúpula da direção dos ferroviários, foram obrigados a dividir espaço em uma sala sem estrutura, cedida pelo município no antigo prédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDESTUR), localizada atrás do antigo prédio da Prefeitura.

Num segundo momento, com o advento da concessão do Complexo Ferroviário ao Município por um período de 50 anos, outra vez, a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), foram obrigados a sair do saguão da SEMDESTUR para voltar a ser alojados em uma sala do antigo Hotel Sumaúma, localizado entre a Rua Dom Pedro II e a Avenida Campos Sales, área central da Capital.

Por falta de estrutura apropriada, os ferroviários até à Curadora Ambiental, Giselli Blegg, do Ministério Público Federal (MPF) protestar. Porém, nenhuma medida foi tomada para que os ex-ferroviários pudessem atender o público em local apropriado. Segundo interlocutores fidedignos, ‘hoje, há consenso da categoria para que o Estado e/ou a União cedam à nossa entidade um prédio ao lado da Delegacia de Crimes Contra a Mulher para funcionar a entidade’.

O prédio, de acordo com uma fonte acreditada, ‘o local vem sendo utilizado por uma suposta academia de dança desde os governos Ivo Cassol e Confúcio Moura’.

Segundo ele, o atendimento aos associados, ‘sempre foi feito no prédio da Estação Central do Complexo Ferroviário’. A primeira mudança considerada forçada teria ocorrido durante a gestão do ex-prefeito Roberto Sobrinho. A partir daí, o atendimento foi levado ao Prédio do Relógio. Depois retornou à Estação Central e, ultimamente, ‘em lugar incerto e não sabido’, arrematou a fonte anônima.

 

Fonte

da Redação/CNR | Por Xico Nery



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