segunda, 27 de janeiro de 2020

ELEIÇÃO

Com potencial econômico invejável, candeias do Jamari merece o melhor de um novo prefeito

26/06/19 20:25

Candeias do Jamari, RO — Com apoio, direto ou indiretamente, de grupos  políticos da Capital rondoniense, alguns candidatos a prefeito nesse Município também contam com o apoio econômico para a eleição do dia 7 de julho para azeitar as alianças desse momento histórico da população do município vizinho.

Porém, a população local, segundo pesquisa rápida entre lideranças de bairros da cidade e povoados do interior, ‘o sucesso dos candidatos não passa mais pela amarração de velhos caciques’, alguns envolvidos em suspeição de algum fato e outros, por terem apoiado o ex-Prefeito Luiz Ikenehuchi, cassado pela Justiça.

Três candidatos almejam suceder o prefeito-tampão Lucivaldo Fabrício, entre os quais, o próprio Lucivaldo, Ribamar Araújo e Valteir Queiroz, cujo vice na sua chapa é o ex-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores ‘Tonin do PT’ e que agora, se fez conhecer ‘Tonin Cerejeiras’.

Na prática, mesmo que ninguém tenha explicado direito, ainda, o grande baque eleitoral sofrido em três eleições pelo professor Raimundo (PCdoB-PDT) — e que agora apoia Lucivaldo Fabrício —, nas ruas as pessoas têm muitas dúvidas, segundo elas, ‘falta convencimento sobre o que dizem os candidatos ao defender suas plataformas políticas’.

Nos bairros Santa Letícia e Santa Izabel, famílias recordam das ações empreendidas pelo ex-prefeito Careca — hoje, próspero fazendeiro no Distrito de Triunfo — nos bairros mais pobres, na Vila Samuel e nas linhas do Projeto de Assentamento Flor do Amazonas. Ele, segundo disseram, que saiu ileso da prefeitura, ‘poderia ser um fortíssimo divisor de águas nessa eleição, tampão’.

Segundo esse pensamento, ‘os candidatos precisam descrever melhor seus planos de governo com foco nas políticas, educacional, saúde, segurança, transporte, previdência municipal e projetos voltados a agricultura familiar, com geração de emprego e renda’, relatam os entrevistados pelo jornal CORREIO.

No meio estudantil, jovens que voltarão pela primeira vez,  disseram que ‘até, agora, nenhum dos candidatos, falaram sobre a construção de uma maternidade em nossa cidade’. Segundo eles, ‘as crianças nascem em Porto Velho, não seriam cidadãos candeenses’. Um Projeto nesse sentido foi defendido pelo ex-prefeito Careca e bombardeado pela antiga composição da Câmara.

Na área rural, depois de uma rápida visita da Reportagem no último final de semana à Vila Samuel, continua indefinida a situação das famílias cujas terras sofrem invasão de madeireiros e fazendeiros. Como ocorre, igualmente, nos povoados PAMUS I e II e por extensão, ao longo do Projeto de Assentamento Flor do Amazonas.

Entre os agricultores da Linha 50 e entorno, é grande a tensão nas áreas ainda não regularizadas totalmente. A insegurança é notória em toda a Vila Samuel e adjacências, porém, não há um posto policial que iniba as ações da criminalidade na região. Com mais de 1,5 famílias espalhadas entre a Vila e áreas do entorno da Usina Samuel, a ação de bandidos e pistoleiros à solta, há duas semanas um sitiante foi morto à queima-roupa diante da mulher e dos filhos.

Outro ponto negativo nos discursos dos candidatos é com relação ‘ao continuísmo de políticos tradicionais no comando das campanhas eleitorais’. O diferencial nisso tudo é quando os habitantes nativos defendem que ‘o novo prefeito deve ter um perfil político, sim, mas que tenha o mínimo de gestão pública’, afirma parte da população local.

A maioria das pessoas que moram ou tem negócios no Setor Empresarial dessa cidade, a 20 quilômetros de Porto Velho, já admite que ‘os donos de supermercados, farmácias, postos de gasolina, empresários do setor de transporte e políticos da Capital devem deixar a eleição ser definida, no campo democrático e sem indução ao voto’, aventou um dos ex-colaboradores de um vereador comunista.

OUTRO LADO — Candeias do Jamari tem problemas considerados primários para serem resolvidos com urgência. Para professores do CDA (Carlos Drumond de Andrade) e Dom João, ‘a educação infantil continua sendo o maior inferno astral dos gestores’.  Além da péssima qualidade do transporte escolar, vivenciamos o caos na saúde. Na parte social as oportunidades de emprego são dadas a pessoas de fora da cidade, (a maioria são pessoas da Capital). ‘A gritaria é geral quanto à questão de crianças e adolescentes mantidos em ambientes considerados hostis e sem o conforto mínimo necessário’. Isso ocorre desde a gestão do ex-prefeito. Segundo pais responsabilizados pela Justiça, ‘são prédios alugados, sem quaisquer condições para oferecer segurança aos abrigados’.

Já no quesito de trabalho e emprego, a consulta em cima das imagens negativas impressas os depoimentos foca na ausência de políticas públicas focada em formação de  mão de obra qualificada para o mercado local e externo. O que aconteceu após o ciclo da Usina Samuel, ‘até hoje, as maiores vítimas do desemprego são jovens e adultos sem qualificação profissional’.

– Os pais, sitiantes, não-alfabetizados, correm para Porto Velho e lá não encontram novas oportunidades, atesta a dona de casa Raimunda Nonata, 60, em trânsito para o Distrito de Triunfo. Segundo ela, de lá para cá, não só os adultos estão sem trabalho como os jovens que vão para Porto Velho apenas com o ensino fundamental/médio, ‘voltam de mão abanando e o que lhes resta é o caminho das drogas ou da prostituição’.

A reportagem ouviu pessoas nas ruas, bairros Santa Letícia e do Programa Minha Casa Minha Vida, Setor Comercial, as opiniões são divergentes quanto aos candidatos ganharem no primeiro turno. Segundo informações, ‘a preferência pode está naqueles que estão ou estiveram à frente de gestões públicas ou privadas’.

Fonte

Xico Nery | Redação/CNR



Categorias: POLÍTICA


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