sábado, 28 de março de 2020

Você já pensou em largar tudo?

24/03/20 08:01

Você já pensou em largar tudo que a vida competitiva das corporações representa e fazer uma jornada pela África, interagindo com a natureza e com as populações locais? Provavelmente sim. Foi exatamente que o casal alemão de namorados Lena Wendt e Ulrichi Stirnat fez. Rodaram 46 mil km por 14 países durante quase dois anos.

A história é contada no documentário “Reiss Aus”, dirigido por eles mesmos. O contraponto entre eles é muito interessante. Ela é uma autêntica aventureira, que ama a África e a considera praticamente o seu ambiente original. As dificuldades encontradas apenas as motivam a seguir.

Ele demonstra muito estranhamento e péssimo humor com diversas situações, tendo ainda que conviver com problemas de saúde e sendo responsável pelos sucessivos consertos do veículo em que viajaram. Também desgasta o desafio de lidar com todo tipo de situação, envolvendo, por exemplo, a corrupção dos funcionários nas fronteiras.

A cena mais impressionante ocorre quando o casal é roubado e a população local, por meio de um curandeiro, busca encontrar o culpado para devolver o dinheiro e não manchar o nome da comunidade. Tudo parece inacreditável, mas não aceitar o processo tradicional de apuração da verdade seria uma forma de desrespeitar a cultura local.

As belas paisagens são descansos visuais de uma jornada estressante caracterizada pelo conhecimento de seres humanos que vivem com menos e preservam o sorriso no rosto, mas isso não significa que sofram menos com o as suas condições de vida. Uma prova disso é o pai que não se opõe a que o filho embarque com os viajantes para a Europa.

Diversas facetas da África são tratadas. As imagens oscilam entre a recuperação do conceito de paraíso perdido, como os detalhes de insetos de cores inimagináveis e amanheceres e entardeceres lindíssimos; e as facetas de destruição ambiental, de lixo acumulado e de pobreza extrema de diversas populações.

Se você pensa em largar tudo por um tempo, vale a pena ter o filme como referência. Se você tem o desejo, mas falta a coragem, é uma forma de compensar a frustração; e se você não leva o assunto a sério ou acha bobagem, ver a obra do casal confirma como curiosidade. Ou seja, o filme é uma boa pedida para todos.

  • Por Oscar D’Ambrosio



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