sábado, 29 de fevereiro de 2020

As escolas militarizadas são um sucesso na disciplina e na qualidade da educação. Serão dez em Rondônia

10/01/20 08:22

Antes de se falar, escrever, comentar ou disseminar idiotices pela mídia e pelas redes sociais, é bom que quem pensar em fazê-lo, tenha consciência de que estará dando pitaco em temas complexos e, para isso, precisa ter, ao menos, um mínimo de informação. O caso relacionado com as escolas militarizadas são um bom exemplo dos celerados, ignorantes e cegos, que tentam disseminar notícias sem fundamento e emitir opiniões baseadas em informações simplórias, que contradizem amplamente a realidade. Vamos começar a análise por números, usando o exemplo de Rondônia, que terá, a partir de 2020, dez educandários incluídos no Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Somando-se todos os alunos que vão estudar nesse tipo de escola, em todo o Estado, chega-se a perto de 10 mil estudantes. De um total de aproximadamente 303 mil, na soma de todos os educandários do Estado. Ou seja, perto de 3 por cento do total do pacote de todas as escolas existentes nos 52 municípios. O maior número de vagas é do Colégio Tiradentes de Porto Velho (cerca de. 1600), pioneiro nesse tipo de educação, onde os professores são do Estado, como em qualquer escola, mas a administração e a disciplina são comandadas por militares. Nessa escola, aliás, se registra todos os anos um fenômeno que passou a acontecer em todas as outras cinco que já existem e, certamente, ocorrerá nas próximas quatro: filas imensas de pais querendo garantir vagas para seus filhos. Há casos em que existem até quatro candidatos para cada uma das vagas.

Rondônia já tem escolas militarizadas em várias cidades, como em Porto Velho (serão três, a partir deste 2020); Jacy Paraná, Ji-Paraná, Vilhena, Ariquemes e as terá ainda em Ouro Preto e Rolim de Moura, entre outras. Nesses educandários não se ouve falar em violência dentro das salas de aula; em agressões a professores; em estudantes usando drogas ou em marginais à espreita dos estudantes. Os colégios militarizados, aliás, formam os alunos com as melhores notas em todas as disciplinas que se analise. A opção de que eles lá estudem é dos pais, desesperados por ver seus filhos tendo um ensino de qualidade, dentro de um mínimo de disciplina. Agora, há os quem acha que quando a escola define um tipo de corte de cabelo para seus estudantes, está sendo fascista. Com esses defensores de ideologias, não há como ter um diálogo decente, até porque se sabe que, na realidade, os pais dos alunos das escolas com administração militar as adoram. Aliás, os que são contra, têm ótimas opções. Mais de 95 por cento das escolas do Estado são comuns. Que lá matriculem seus filhos!

OURO SUPERA OS 200 MIL REAIS POR QUILO

Garimpeiros que tiram ouro ilegalmente do rio Madeira, enquanto nossas magnânimas autoridades mantém a decisão burra de impedir a garimpagem ilegal (e o contrabando grassa, cada vez em maior número), comemoram o salto no preço do metal precioso. A onça (em torno de 28 gramas), chegou ao seu maior preço no mercado, em sete anos: em torno de 1.600 dólares ou algo parecido com 6.560 reais. Como um quilo de ouro tem cerca de 32 onças, traduzindo para a pesagem brasileira, o quilo do ouro chegou a mais de 200 mil reais. Quem o tira do Madeira e vende na Bolívia, consegue ainda um preço melhor. Lá, os compradores pagam até 10 por cento a mais que o mercado do lado brasileiro. Como saem dos rios rondonienses – principalmente do Madeira – perto de 1 tonelada de ouro/ano, toda essa fortuna vai embora sem que fiquemos com um só centavo. Some-se o que perdemos com nossos diamantes roubados e levados embora; com o nióbio e vários outros metais raros que só nós temos e se verá o quanto a população perde com toda essa situação absurda. Muito “inteligentes” nossas autoridades…

A PRIMEIRA GRANDE ESPERANÇA DE 2020

Depois de pouco mais de uma semana de descanso, governador Marcos Rocha volta à correria do comando do Estado nesta próxima segunda-feira. Obviamente informado de todos os principais eventos no Estado, ele começa 2020 com uma série de desafios, obstáculos (alguns parecendo intransponíveis) mas, também, com muitas esperanças. O primeiro evento positivo pode vir de Brasília. Tão logo retome as atividades, provavelmente entre o final deste janeiro e o início de fevereiro, o STF deve julgar definitivamente ação do então deputado federal e depois senador Expedito Junior, exigindo o cancelamento de qualquer novo pagamento da dívida do Beron. A votação, no plenário do STF, está agendada para 1º de abril (?), mas o presidente Dias Tóffoli prometeu ao governador rondoniense que anteciparia para uma das primeiras reuniões do ano, a decisão definitiva sobre o assunto. Caso Rondônia finalmente se livre da dívida, deixará de ter retidos do Fundo de Participação dos Estados, todos os meses, mais de 17 milhões de reais nos próximos sete anos. O total que será economizado chegará a 1 bilhão e 400 milhões de reais.

DANIEL QUER NOSSA GRANA DE VOLTA

Em relação ao Beron, há ainda outros processos pendentes. Um deles foi encaminhado ainda no curto governo de Daniel Pereira. A Procuradoria Geral do Estado, por ordem do então Governador, impetrou processo junto ao STF exigindo que a União devolva ao Estado todos os valores pagos a mais pela criminosa dívida imposta aos rondonienses. Tudo devidamente corrigido, já que o Estado sempre alegou que a dívida real já foi paga mais de uma vez e que todo o resto foram valores exorbitantes, ilegalmente retidos pelo governo federal e que devem voltar aos cofres de Rondônia. Obviamente que, caso o STF dê vitória ao Estado no processo proposto há 20 anos por Expedito Júnior, há chances reais de que o outro caso, do da devolução de valores que teriam sido pagos a mais, prosperar também. Caso percamos nos STF, também ficará claro que a proposta do governo de Daniel Pereira não terá chances de ir em frente.

ESTRADAS: COBRANÇAS VÃO AUMENTAR

Na verdade, Rocha terá muito mais desafios do que boas notícias nesses primeiros meses de 2020. As cobranças vão crescer de forma bem mais intensa do que no ano passado, vindas principalmente pelos lados da Assembleia Legislativa, em relação à situação das estradas estaduais.  A pressão vai começar por Porto Velho, onde a Estrada do Belmont está novamente em frangalhos e prestes a ser fechada pela enésima vez pela comunidade. O Estado alega que a Belmont pertence ao Município e que só pode fazer algo através de convênio com o Município. Ora, um convênio desses deve levar em poucos dias para ser resolvido e assinado. Por que não o foi até agora? Pela Belmont passam os caminhões carregados de gás e derivados de petróleo, que abastecem não só a Capital, como toda a região. Empresários dali estão ameaçando mudar para o Amazonas. Rondônia perderia pelo menos 1 bilhão de reais por ano, caso essas empresas mudassem daqui. Está na hora de acabar com discursos e desculpas e resolver de vez o caso Belmont. Antes que seja tarde demais!

MDB JÁ TEM NOMES NO INTERIOR

O MDB ainda não tem nomes definidos para uma eventual disputa pela Prefeitura de Porto Velho. Pelo menos três nomes considerados muito bons já foram sondados. Um já avisou que não topa, mas há outros dois ainda que não se definiram. Mas em várias cidades, o partido, caso a decisão fosse hoje, já poderia bater o martelo.  Em Ji-Paraná, por exemplo, já está definido o nome do ex vereador Isaú Fonseca, que ingressou no partido no final do ano passado. Em Cacoal, dúvida zero: Glaucione Rodrigues vai à reeleição. Em Vilhena, o nome do partido é Rosane Donadon. Gringo da Emater é o mais cotado para disputar em Candeias do Jamari. Armando Bernardo, ex prefeito da cidade, volta a concorrer nesse 2020, em Seringueiras. Em Rolim de Moura, Aldo Júlio é o escolhido como pré candidato. Vera Lúcia Quadros secretária de saúde  de São Francisco do Guaporé também estará na disputa municipal, para suceder a prefeita Lebrinha,  que encerra seu segundo mandato. O MDB, que ainda é o maior partido político do país, quer eleger novamente o maior número de prefeitos do Estado. Conseguirá?

PERDEMOS MIGUELZINHO

Foi uma quinta-feira triste para Rondônia e, principalmente, para os familiares e milhares de amigos de Miguelzinho Silva. O professor e um dos grandes jornalistas do esporte no Estado faleceu, depois de vários dias internado, resultado de uma queda no banheiro da sua casa, quando bateu a cabeça e não conseguiu se recuperar. Um homem que dedicou sua vida à família e ao esporte, deixa filhos que se tornaram nomes importantes da natação rondoniense e de outros esportes. Apaixonado pela notícia esportiva, Miguel Silva trabalhou até recentemente, mesmo com mais de 75 anos de idade, porque se negava a deixar de divulgar as coisas deste setor vital para todos, principalmente os jovens. Seu último trabalho foi na Rádio Rondônia, onde atuou até meados do ano passado. Deixa sua marca na vida de Porto Velho e de Rondônia, como um personagem muito querido, dedicado, amigo dos seus amigos e um pai e avô exemplar. A perda de Miguelzinho deixou uma grande tristeza nos corações do seu infindável círculo de amigos, entre os quais esse colunista se incluía, com muito orgulho. Vai fazer muita falta, esse ícone do nosso esporte!

GUAJARÁ CLAMA POR APOIO FEDERAL

Prefeito Cícero Noronha, de Guajará Mirim, tem toda a razão em chiar. E tem protestado firme, como o fez nessa semana, em entrevista à apresentadora Sandra Santos, na SICTV/Record. Sua cidade, um exemplo para o mundo em termos de preservação ambiental (92 por cento de todo o território do município são de áreas de preservação), recebe atenção zero e compensação zero da União e do Ministério do Meio Ambiente. No ano passado, o ministro Ricardo Salles, por exemplo, viveu apenas em função das queimadas da Amazônia e das manchas de óleo nas praias nordestinas. O volume de dinheiro investido foi fantástico. Num encontro com Salles, foi exatamente isso que o jovem Prefeito de Guajará contestou, dizendo ao Ministro que ele deveria era incentivar projetos de preservação que deram certo, como os de Guajará, ao invés de apenas colocar milhões e milhões de reais em solução de problemas em áreas que  são problemáticas. Parece que deu certo. O Ministro teria prometido rever os investimentos e, há ainda chances reais de que ele vá visitar Guajará, em breve.  A cidade fronteiriça vive do ar, porque não pode se expandir; não pode ter indústrias que não sejam ligadas à produção florestal e seus derivados; não tem como crescer; não tem emprego; não há renda. A maioria da população de Guajará vive concentrada em apenas oito por cento do seu território, uma área, aliás, maior que muitos países europeus. Como sobreviver, sem apoio federal? Cícero está berrando por esse apoio.

PERGUNTINHA

Na sua opinião, a quem interessa que nossas riquezas minerais continuem enriquecendo apenas contrabandistas e pequenos grupos que levam tudo o que é nosso para outros países, deixando-nos sem nada?

  • Por Sergio Pires



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