terça, 21 de janeiro de 2020

TROCO

A falta de troco, prejudica usuários de ônibus e o comércio da capital

05/12/19 17:58

Porto Velho, RO – A falta de circulação de moedas na economia afeta, de maneira geral, a todos os seguimentos comerciais – desde o transporte público até os grandes supermercados. Mas também prejudica o pequeno empresário, que, por falta de troco, pode comprometer a confiança por parte dos consumidores, que não saem felizes do estabelecimento comercial quando não recebem o troco correto.

Tentar pagar a passagem e o cobrador não ter o troco necessário é bem comum em quase todos os lugares. Isso não seria diferente nas linhas de ônibus dos consorcio do Sistema Integrado Municipal (SIM), que operam na capital. Isso tem causado grandes problemas entre cobradores e passageiros. Os cobradores, segundo informações, continuam sem meios de passar o troco aos usuários.

É comum ver passageiros irritados – não pelo valor em si – mas por está exercendo um direito nosso que é sempre violado. “Se multiplicarmos esse valor que não é devolvido pela quantidade de passageiros e/ou consumidores numa loja de grande movimentação, o valor é considerado relativamente expressivo ou significativo, imaginem no fim do dia ou no fim de uma semana”, explica uma usuária de ônibus.

Na manhã desta quinta-feira, 5, em contato com algumas lideranças ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores Em Transporte Coletivos Urbanos de Rondônia (SITETUPERON), segundo eles, ‘não se tem notícia de nenhuma empresa liberar moedas ainda nas garagens aos cobradores’. A reportagem do CORREIO DE NOTÍCIAS ouviu passageiros em terminais e paradas de ônibus, porém, a grande maioria mostraram-se indignados pela falta de moedas nos ônibus. O fato é que, dificilmente você recebe o troco, principalmente se esse for menor do que cinco, vinte ou até mesmo cinquenta centavos. Problema que nos obriga a ficar sem o troco da passagem.

Imagem Divulgação

Por falta de troco nos coletivos, diariamente, os atendentes que operam no sistema municipal de transporte público continuam enfrentando problemas com usuários. Essa rotina vem se repetindo diariamente, sobretudo, nas linhas que cobrem as rotas dos bairros mais afastados da cidade, entre eles, Zonas Norte, Sul e Leste.

Há momentos de muita tensão entre cobradores e passageiros na hora de pagar a passagem, principalmente com relação ao troco, segundo os passageiros, não é devolvido pelos trocadores integralmente. De acordo com levantamento feito pela Reportagem na Linha do Cristal da Calama, a dona de casa Maria José, 49 anos, disse que por várias vezes teve problemas para receber o troco, e muitas vezes acabou ficando sem o troco, afirmou Maria.

De acordo com informações obtidas pela reportagem do CORREIO, sempre houve dificuldades de as empresas obterem moedas para passar o troco, até mesmo nas agências bancárias. Segundo ex-dirigente do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), ‘esse não é um privilégio apenas dos coletivos que operam em Porto Velho’, ironizou a fonte.

Segundo a usuária Maria José, que mora no residencial Cristal da Calama, na tentativa de compensar a falta de moedas, ‘as empresas deveriam fazer promoções ou praticar passagem mais barata ou até mesmo arredondar o preço da tarifa’, disse.

A falta de moedas de R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R4 0,50 e até R$ 1, respectivamente, sempre afetou vários segmentos do comércio local. Porém, a maior dificuldade tem sido registrada na hora de passar o troco nos coletivos. A polêmica, segundo atendentes, considerados os maiores protagonistas são os cobradores atrás das roletas, segundo eles, ‘as empresas liberam os ônibus sem um centavo no caixa’.

Por sugestão da antiga diretoria do SITETUPERON, à frente o sindicalista e agora vereador Márcio Parcele, antigamente, ‘os cobradores eram assistidos ainda nos terminais com a chance deles mesmos conseguirem moedas nos comércios locais para fazerem a troca’. Atualmente, o Consórcio SIM e o SITETUPERON não têm demonstrado interesse em facilitar a vida dos atendentes, consequentemente dos usuários na hora do troco nas catracas, o que deixa ainda mais vulneráveis os cobradores que ficam à mercê de ameaças e agressões por parte dos usuários.

Sem solução aparente por parte das empresas, a falta de moedas nos transportes coletivos da capital, tem sido um dos principais motivo de ocorrências entre cobradores e usuários. Atualmente, a passagem de ônibus custa R$ 3,80 – o troco seria de 1,20 R$, porém, geralmente, em algumas situações os cobradores ficam com R$ 0,20. 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Transporte, Mobilidade e Trânsito (SEMTRAN), para falar sobre o assunto, porém, fomos informados que o Secretário da pasta, Coronel Krisner, estava viajando e ninguém arriscou falar sobre o assunto. No entanto, até a publicação desta reportagem, não obtivemos resposta.

 

Fonte

da Redação/CNR



Categorias: POLÍTICA


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