sexta, 24 de maio de 2019

SOPH

Presidente do SOPH apresenta plano de ações na Assembleia Legislativa

17/04/19 14:41

Amadeu Hermes foi ouvido na Comissão de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia

Atendendo ao convite formulado pela Comissão de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia (CICCT), da Assembleia Legislativa, o presidente da Sociedade dos Portos e Hidrovias (SOPH), Amadeu Hermes Santos, compareceu à sessão ordinária desta terça-feira (16), acompanhado de assessores, para apresentar o planejamento das ações de 2019.

O presidente Chiquinho da Emater (PSB) abriu a sessão, com as presenças dos deputados Ezequiel Neiva (PTB), Anderson Pereira (Pros), Ismael Crispin (PSB), Rosângela Donadon (PDT), Marcelo Cruz (PTB), Edson Martins (MDB), José Lebrão (MDB) e Jair Montes (PTC).

“Dos 200 milhões de toneladas de grãos exportadas pelo Brasil, os portos de Rondônia são responsáveis pelo escoamento entre 15 milhões a 17 milhões, incluindo nessa operação os portos privados. O desafio é a Soph ser superavitária, o que acreditamos ser possível no próximo ano. No Porto Organizado, temos recursos para reformas e ampliações, mas nos faltam para custeio”, disse Amadeu, ao iniciar sua apresentação.

O presidente da SOPH acrescentou que “temos uma posição geográfica estratégica e interligação de modais de transporte, com o alfandegamento e capacidade de movimentação de 5 milhões de toneladas de grãos ao ano, mas operando cerca da metade disso, em razão de questões legais. Aí está o gargalo financeiro, que nos obriga a aportes para custeio”.

Para ele, o grande problema do Porto é o seu gerenciamento. “Precisamos corrigir isso, para permitir que repassemos, ao Estado, uma média mensal de R$ 1 milhão. Esse é o nosso desafio”.

O porto organizado recebe todo o combustível consumido em Rondônia e Acre, além de parte do Amazonas e do Mato Grosso, além da Bolívia. “É muita movimentação de carga, lembrando que os contêineres são carregados e estimativa é que de possamos operar 6 mil contêineres ao ano”, completou.

A SOPH é uma empresa pública, de direito privado, com destaque para as operações de cargas de grãos, especialmente a soja e combustíveis, e recebe produtos como fertilizantes.

Jair Montes quis saber se os cargos existentes são de carreira ou de livre nomeações. O presidente disse que são 27 comissionados, sendo mais 43 do quadro (alguns deles exercendo funções gratificadas) e adidos de outros órgãos, somando um total de 85 servidores.

Montes indagou sobre os contratos de prestação de serviços, que ele solicitou e não recebeu resposta. “Estou reiterando novamente esse pedido, espero que seja atendido agora”. Em resposta, o presidente da Soph disse que encaminhou ao Governo, já que não pode enviar direto ao Parlamento, pelo fato de a SOPH ser uma empresa pública de direito privado, se reportando diretamente ao Executivo.

Ismael Crispin questionou as ações planejadas. “O porto é um caminho muito importante para o desenvolvimento de Rondônia. O que vimos aqui é uma prestação de contas do passado e a continuidade do que já estava programado. O novo Governo tem proposta nova para incrementar o porto?”.

Em resposta, Amadeu Hermes declarou que “primeiro foi dar continuidade ao que estava sendo executado. Depois, é trabalharmos para a Soph ser autossuficiente, pois o seu papel é muito amplo e precisa ser fortalecido”.

Crispin quis saber sobre as licitações feitas pela Soph com empresas, para a prestação de serviços. “Não mexo com licitações e sequer conheço empresas ou empresários. Não fizemos nenhuma licitação desde que assumi. As licitações serão feitas levando em conta o preço, a qualidade do serviço e as garantias legais”.

Chiquinho questionou se a construção de novos portos privados na capital, afetariam as operações no porto organizado, com as informações disponíveis ainda muito incipientes, segundo os gestores da SOPH.

Edson Martins se colocou à disposição para contribuir com ações que beneficiem o porto organizado. “É importante cuidar da Soph, para que não se torne uma nova Caerd, com prejuízos ao Estado. Que seja gerenciada com responsabilidade, para o bem de Rondônia”.

José Lebrão quis saber sobre o estudo para a implantação do porto em Costa Marques, já iniciado. “É preciso apoiar as ações do porto e queremos contribuir”. Representantes da SOPH disseram que é preciso um terminal graneleiro para a região, para exportação de calcário, por exemplo.

Ações

Fotos: José Hilde

Foram apresentados alguns planos de modernização e adequação do porto organizado, com a aquisição de maquinário e equipamentos, rampas flutuantes, restauração de armazém de cargas gerais, monitoramento e vigilância eletrônica, entre outros investimentos nos últimos anos.

“Essas obras foram realizadas com recursos do convênio com a União e também aportes do Governo do Estado. São melhorias e ações que precisam ser feitas, para garantir o cumprimento de contratos e a operacionalização do porto”, garantiu.

Projetos

Também foi apresentado o projeto de construção da nova sede administrativa, num investimento superior a R$ 5 milhões. A reforma do cais flutuante, com mais de 30 anos de funcionamento, é outro investimento previsto, da ordem de R$ 6 milhões. Já a substituição da estrutura elétrica prevê um investimento superior a R$ 9 milhões, que vai garantir atender à demanda de cargas frigoríficas para a exportação, além de mais R$ 820 mil para implantar tomadas “refeer”, para contêineres com congelados.

“Estamos ainda atuando para atrair novos parceiros, novos clientes do Porto Organizado, inclusive empresas de Rondônia, que ainda se utilizam do Porto de Santos para escoar seus produtos, que acabam encarecendo a operação. Também mostramos a nossa capacidade de operação durante a realização da Rondônia Rural Show”, explicou Amadeu.

Por sugestão do deputado Anderson Pereira, com a aprovação da Comissão, as perguntas foram encaminhadas, por escrito, para a direção da SOPH, que deverá oficiar as respostas aos parlamentares.

Fonte

Eranildo Costa Luna 



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