segunda, 25 de março de 2019

Boi alongado

07/03/19 10:19

Pássaro do bico grande é acusado de destruir aliança com Boi

Edilson Neves*

Esse artigo tem a possibilidade de logo despertar interesse, pelo menos entre os leitores porto-velhenses, seu publico imediato. Nesse caso haverá muito da curiosidade e também um tanto de interesse próprio, e desejo de valorizar “o que é nosso” – cria-se uma expectativa em relação ao artigo, ou situações de figuras pitorescas e, eventuais desacertos e superioridades de políticos do nosso estado.

Chamuscado

No entanto, pode ser uma reflexão crítica sobre atitudes de políticos rondonienses, seus modelos e exclusões. Não estou empenhado em construir ou negar uma identidade que existe ou foi constituída. Na verdade, isso vem trazendo episodio de sabor local, que tem a ver com a sua vida, e aqui ou ali o povo também sai chamuscado. Mas a iniciativa do autor com o senso critico sempre ligado aos acontecimentos pitoresco em relação aos excessos pragmático isolacionista do Tucano Hildon Chaves, considerado indesejáveis em relação a alguns aspectos relacionados ao seu vice Edgar do “BOI”. Porém, o interesse maior deste artigo, é o exercício crítico de uma reflexão sobre a pratica cotidiana dos bastidores políticos da capital, trazendo novos elementos em função dos excessos indesejáveis cometidos pelos inquilinos palacianos.

Assim, eu convido a todos a pensar e também a mudar a forma de tratar aquilo que convencionamos nas urnas.

Tolerância

Pode-se dizer que, o assunto chama a atenção para algumas questões que são realmente intrigantes, nesse caso a inspiração vem do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves e Edgar do Boi, ambos representantes eleitos pelo povo através do voto direto. Segundo a Constituição Federal Artigo 29, I e II. O vice-prefeito é o substituto imediato do prefeito em suas ausências, licença ou impedimento. No entanto, o Tucano vem mostrando um esforço hercúleo de tolerância para suportar a presença do Boi em sua administração. Porém, esse é o único cargo na administração que ele não pode mexer. É justamente o de seu vice, Boi. Isso porque foi eleito junto com ele. Sua saída, portanto, não depende da sua vontade.

Convivência até o fim

Devemos lembrar que, formalmente são aliados desde o início do mandato, o que forçaria uma convivência até o fim; mas a breve estadia não correspondeu suas expectativas; à única alternativa do Tucano foi descartar Edgar do Boi. E, para isto, o burgomestre conta com a estratégia de manter o ruminante longe da administração municipal. Mesmo, com uma rejeição declarada desde os episódios da quase extinção dos serviços de atendimento no Centro de Especialidades Médicas (CEM) e agora com a ameaça da suposta privatização da educação da rede municipal, o prefeito ainda assim, conta com fortes aliados dentro e fora de um processo histórico de mostrar a incapacidade paralela, quando não antecipadamente dizer a incompetência do seu vice assumir a administração municipal em suas ausências e impedimentos, deixando Boi vivendo apenas nesse imaginário mundo do faz de conta.

Intrigas

Sempre que o tucano dá umas voadas, seja para a China, sul da Europa ou até, mesmo, pra Disney, em Orlando, nos Estados Unidos – não transmite o cargo ao vice Boi. Segundo interlocutores a briga entre o pássaro do bico grande e o ruminante vem de algum tempo, por isso “Hildon teria afastado o Boi das decisões de gabinete por conta de incompatibilidade de gênero entre os tucanatos e o ruminante”.

Inimigos

Acontece que, o prefeito tucano negando a transmissão do cargo, mantém o boi longe da prefeitura “protegendo a tucanada, que pode comer sozinhos os frutos da arvore frutífera plantada no quintal do Palácio Tancredo Neves”. Não se sabe se existe mais alguma coisa entre o prefeito e o vice, só sabemos que se tornaram inimigos.

Bando

Por outro lado, a ave colorida de nariz grande mostra que a espécie tradicionalmente tem a característica de defender muito bem o seu território. Neste sentido, talvez seja esta a explicação. “Boi só ocuparia o cargo mediante permissão expressa do bando que ocupa o palácio Tancredo Neves”. Assim, o ruminante terá mesmo que se contentar com as frutinhas que caem do bico deles, que além de serem bagunceiros, costumam viver em bando, o tempo todo – são agitados, gritam e pulam de galho em galho.

Discrição “dele”

“Até aqui, Edgar do Boi não vomitou nenhum caroço que ateste o seu descontentamento com a atuação do tucano líder”. Possivelmente, esteja muito ocupado digerindo os carocinhos que vem engolindo ao longo do tempo.

Critica

Essa discussão deve avançar nos próximos dias, e propõe uma visão bastante diferenciada, baseada num vasto conjunto de informações e ponderações. Logo, percebe-se, que o município se encontra diante de um problema extremamente delicado, que envolve de maneira reflexiva a nossa crítica interpretação sobre o caso.

Travessia

Aqui cabe uma perguntinha: quem são esses aventureiros, e mais importantes ainda, ao menos para nossa reflexão – o que fazem a bordo dessa embarcação, durante a longa e, certamente tediosa travessia? Poderíamos assinalar alguns predicados, seria divertimento, beneficio próprio ou sede de poder.

Expulsão

Como é difícil perguntar ao rebanho sua opinião sobre o boi desgarrado, é mandatório consultar o eleitor sobre o tema que afeta sua vida, digamos que um boi desgarrado dum rebanho, ou fugido de um matadouro, se encontre num terreno baldio, ou num campinho de vargem abandonado, pastando sobre uns restos de graminha e, inadvertidamente, cruzasse em seu caminho um repórter especial com poderes especiais, capaz de extrair, de seus mugidos, a opinião do animal não apenas sobre a crise existencial que resultou na sua exclusão, mas, sobretudo a situação geral que resultou na sua expulsão palaciana.

Opinioso & vagano

Por mais opinioso que seja esse boi seria rebelde, anônimo ou clandestino? No meu ponto de vista, o boi não estaria entre suas prioridades: afinal, tucano não come carne, o que fazer dele, por sinal, esse pássaro não tem sintonia com ruminante, seria no mínimo vagano, não por sua ideologia, e sim por sua involuntária natureza.

Boi desgarrado

Entretanto, o leitor sabe, o cronista sabe (embora, por natureza, tomei a liberdade metafórica de escrever este artigo sobre o boi desgarrado), no entanto, talvez o próprio boi saiba que boi não fala e que não há um dicionário para mugidos que dê conta de muitas traduções, além dos sons que expressam dor, contentamento, contrariedade ou afeto, no trato com os seus cuidadores.

Com a palavra, Edgar do Boi

Há também um interessante capítulo sobre o atual presidente da Câmara de vereadores, onde o presidente da casa de Leis aparece cuidando de uma possível cassação do prefeito Tucano.

Impeachment

Tudo indica que este tema caminha na mesma direção. Em um despacho, atribuído ao apresentador do “Programa Direto da Redação”, Carlos Caldeira, pedindo o Impeachment do prefeito tucano, Negreiros teria consultado sobre a possibilidade de uma eventual cassação do pássaro do bico grande. O fato gerou especulações em torno de uma possível falta de conhecimento processual por parte do Presidente. Segundo, alguns vereadores não alinhados com o ninho tucano, “nós, temos Jurídico, assessores e Técnicos para qualquer tipo de situação”.

Confusão

A impressionante avaliação sobre a atitude atribuída ao novo Presidente por não saber dirimir o imbróglio causou um (estado de grande confusão) chocou até mesmo lideranças do PSB municipal e estadual. “No mínimo, se comprovada, trata-se de um quase atestado de incompetência”. Além de uma tremenda inexperiência administrativa.

Articulações

Edwilson Negreiros sucedeu o tucano Maurício Carvalho que, ao final do seu mandato à frente da Mesa Diretora da Casa, surpreendentemente, devolveu cerca de R$ 2,5 milhões aos cofres do município. A medida até hoje é vista “como uma forma de travar o funcionamento da Casa de leis no atual exercício”.

Insurreição

Ao levar o assunto de uma eventual cassação do prefeito, em Plenário, “Negreiros chegou a negar que tenha feito articulações para apoiar uma possível insurreição em desfavor da permanência do tucano no cargo”.

Empoderamento

“Essa impressionante dependência Legislativo por parte do presidente daquele poder, denota falta de lealdade e uma certa rejeição por parte de seus pares e da própria base aliada ao tucano, o que o faz perder empoderamento logo no inicio do mandato à frente da Presidência à qual foi eleito por maioria dos colegas”.

Empoderar

Outro aspecto dessa suposta atitude já considerada atípica, “denota, ainda, baixa aprovação junto à opinião pública”. “a continuidade do processo de uma eventual cassação, em Plenário, com esse fato negativo ao ter subestimado consultas aos colegas e ao Jurídico da Casa de Leis, Edwilson Negreiros, pode através de seus elementos constitucionais empoderar a minoria na Casa e até mesmo opositores externos”.

Vem Comigo Porto Velho

A exemplo disso, seria um possível crescimento da suposta rejeição do Prefeito na cidade e nos Distritos por falta de cumprimento de dezenas de promessas contidas na Cartilha do pássaro 45 e do vice Edgar do Boi ainda não cumpridas desde a campanha “Vem Comigo Porto Velho”. Ambos, no mínimo, alcançaram fagulhas crescentes de rejeição em face de uma frágil e desastrosa gestão com apenas 2,5 anos de administração.

– Por Edilson Neves/Editor do CNR



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