segunda, 24 de junho de 2019

Com essa voracidade vampiresca do fisco, a gasolina vai continuar tendo preços exorbitantes

13/06/19 08:55

Sergio Pires*

Os donos de postos de combustíveis são tratados como vilões pelos consumidores, mas a verdade é que, entre todos (a grande maioria) que trabalham sério e dentro das normas legais, a margem de lucros deles é extremamente pequena. Claro que nesse meio há os meliantes, os que “batizam” gasolina e derivados; os que são foras da lei. Há nesse grupo tantos malfeitores quanto os há em qualquer outro ramo de negócio. Mas é sempre bom sublinhar: a grande maioria luta duro para sobreviver. Uma das formas encontradas para aumentar um pouco a grana que entra, são as lojas de conveniência, hoje espalhadas pelo país inteiro. São os tributos exagerados, como o são em todos os setores da vida brasileira, os verdadeiros vilões que nos colocam com o preço dos combustíveis em patamares pornográficos, quando nossos vizinhos, que recebem nossa gasolina exportada, por exemplo, pagam a metade do preço que nós, brasileiros, os donos da riqueza. Veja-se por exemplo o que se cobra de impostos sobre um litro de gasolina: só de ICMS, dependendo da região, de 25 por cento até 34 por cento. O PIS/Confins leva quase 80 centavos por litro. A CIDE, outro imposto federal, engole outros 10 centavos. Calculando-se o ICMS pelo menor custo (25 por cento), ao entrar num posto para abastecer, você sequer abriu o tanque e já está gastando 1 real e 12 centavos (ICMS) + 80 centavos (PIS) + 10 centavos (CIDE) ou seja, de cara, você paga 2 reais e 02 centavos, só de tributos. Considerando-se um preço aproximado de 4,50 o litro, isso representa quase 45 por cento do total da gasolina que você coloca no seu carro.

Esse certamente será um dos assuntos na pauta do 16º Encontro  de Revendedores de Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência da região norte, que começa hoje e vai até esta sexta, no Hotel Golden Plaza, em Porto Velho. O Sindipetro rondoniense será o anfitrião. Donos de postos e de lojas de conveniência vão debater vários assuntos, inclusive os abusivos impostos sobre os combustíveis, mas outros temas importantes, como, por exemplo, as novas matrizes energéticas. Será o carro movido a eletricidade o futuro de todo o Planeta? O presidente do Sindipetro local, Volmir Xinaider (escreve-se assim mesmo!) vai recepcionar grande número de seus colegas e ainda palestrantes, como os jornalistas William Waack  e Denise Campos de Toledo. Representantes  nacionais do setores e autoridades convidadas estarão presentes. A verdade é que o empresariado do setor sofre as agruras de um país que vive a explorá-los, tanto quanto explora o contribuinte e o consumidor, que paga, eventualmente, mais de uma vez o mesmo tributo. Enquanto essa gana vampiresca do fisco não diminuir, não haverá negócio sólido no Brasil. E a gasolina continuará tendo preços cada vez maiores. Lamentável!

LÉO MORAES PROTESTA

O assunto também está em debate no Congresso. “Como pode, de abril até a junho deste ano, termos tido uma diminuição de 19 por cento no preços dos combustíveis e essa baixa não ter chegado ao bolso do consumidor, já que nas bombas os valores não se alteram?” O questionamento foi feito nesta terça, durante reunião de comissão na Câmara Federal, pelo deputado Léo Moraes. Ele acrescentou: “Esses preços abusivos fazem com que o brasileiro pague muito mais pelos combustíveis do que os consumidores de países que compram nosso petróleo”. Léo disse que é vital encontrar um caminho que ao menos amenize esse custo absurdo para o consumidor. Lembrou que em Rondônia paga-se entre 4,50 reais e 4,80 reais pelo litro da gasolina, “o que é um abuso”. O parlamentar criticou também os altos impostos. A Câmara Federal, aliás, é o local correto para se discutir esse assunto. Ali deve-se debatê-lo, mas até se pode fazê-lo pelo o resto da vida, mas se não forem feitas leis que diminuam os impostos abusivos cobrados pelos combustíveis, eles jamais baixarão. A não ser que volte o diabólico controle de preços, como se fez no governo Dilma. Os preços ficaram represados e agora estão estourando todos, numa só vez, no bolso do contribuinte.

GRAVAÇÕES CLANDESTINAS

O vazamento de informações até em conversas privadas, é assunto complexo, que precisa ser analisado mais profundamente. Além disso, a coluna alerta: há um número enorme de conversas telefônicas, via celular, que estão sendo gravadas. A coluna recebeu, dias desses, um longo diálogo entre dois personagens, ambos do sul do Estado, trocando confidências e críticas sobre alguns atos da política local. A dupla falava abertamente sobre questões importantes e sobre o futuro do partido a que pertencem. Na longa conversa, afora as questões internas de um partido, felizmente não havia qualquer ilação de ilegalidades. Mas é importante avisar: não são apenas figuras muito conhecidas da política, nomes óbvios, gente que está no poder ou próximo dele que está tendo seus telefones  grampeados, claro que, em 99 por cento das vezes de forma ilegal. A busca por conversas pessoais já chegou ao segundo e ao terceiro escalões de personalidades que estão ligadas, de uma forma ou outra, aos poderes Executivo e Legislativo e a partidos políticos, principalmente. Como a gravação que a coluna recebeu, até dirigentes de partidos e membros secundários, andam sendo espionados. Nesses tempos de hackers, de alta tecnologia, de gente bisbilhotando a vida alheia com facilidade, é sempre bom redobrar os cuidados. A coisa está complicada!

O ESTADÃO ESTÁ PAGANDO

O jornal O Estadão do Norte foi, durante quase três décadas e meia, o maior e mais importante veículo de comunicação de Rondônia. O jornalismo impresso, na época, era um dos mais respeitados meios de mídia no país. Por aqui não era diferente. A coluna Zona Franca, escrita pelo então poderosíssimo Mário Calixto, assustava políticos e autoridades. No final, com uma série de problemas na área da Justiça, sem o comando de Mário, o jornal foi definhando, perdendo sua força, emagrecendo em suas páginas, até fechar suas portas, entre 2013 e 2014. Quando quebrou, o Estadão deixou um enorme passivo, grande parte dele em dívidas trabalhistas. Agora, depois de leilões de seus prédios e bens e cumprindo-se decisões judiciais, os antigos funcionários, que já tinham quase perdido a esperança de verem em seus bolsos algum dinheiro, começaram a receber o que têm direito. Um grupo deles, na faixa dos que teriam até 20 mil reais aproximadamente, já os recebeu, senão todos, ao menos a grande maioria. Em breve, há chances de que comecem a serem pagos os que têm valores maiores. O Estadão fez História em Rondônia, mas hoje é apenas uma lembrança dos tempos em que a mídia impressa ainda tinha espaço. Hoje, não têm mais…

MAIS UM TESTE PARA O BRASIL

Uma greve geral, convocada pelo PT e seus aliados (eles ainda existem!) para essa sexta-feira, tenta, mais uma vez, parar o país. A pretensão é fazer um protesto contra a reforma da Previdência (que tanto Lula quanto Dilma Rousseff apoiavam e defendiam, quando no Governo). O pano de fundo é claro: mostrar força da esquerda, principalmente contra a Operação Lava Jato, que levou um dos maiores ladrões da história do Brasil e seus asseclas para a cadeia, onde ainda estão, felizmente. A CUT e seus sindicatos esvaziados, que tiveram suas forças muito reduzidas, depois que perderam uma montanha de dinheiro público, apoios e a obrigatoriedade do imposto sindical, tentam mostrar que ainda são fortes. Claro que não são. E claro que estão se lixando para os destinos do país e seu povo. Querem é a volta dos responsáveis pela roubalheira,  pela sacanagem, pelo domínio dos cofres públicos, para poder limpá-los, como o fizeram durante tantos anos. A intenção é clamar ao Brasil que tanto Lula quanto todos os seus demais asseclas que estão atrás das grades, gente de todos os partidos que o apoiavam e os que fingiam ser opositores, todos que estão cumprindo pena, sejam soltos. Será uma sexta só de bandeiras vermelhas, sem qualquer bandeira do Brasil, de novo! Se os professores que cultuam as teorias do seu partido não obrigarem os seus alunos a irem nas passeatas, será que elas terão alguma força? Vamos esperar para ver…

ARMAS E DROGAS NA SALA DE AULA

A violência nas escolas de Porto Velho segue no mesmo ritmo do que está acontecendo em praticamente todas as regiões do país. Em muitos dos nossos educandários, são alguns dos estudantes mais agressivos que dominam as salas de aula, deixando seus colegas e professores apavorados. As brigas entre alunos e alunas (isso mesmo: as meninas estão cada vez mais agressivas e quando brigam, utilizam uma violência surpreendente), são comuns. Depois do caso de dois marginais que incendiaram o carro de um professor – nada lhes aconteceu e provavelmente nada vai lhes acontecer –  agora apareceu outro BO em outro educandário da Capital. Uma aluna foi surpreendida com duas facas dentro da sua mochila. E ela disse que usava as facas como armas para se defender, já que estava sendo ameaçada por outras colegas. Na mesma escola, a Getúlio Vargas, na região central da cidade, a polícia foi chamada, porque havia suspeita de que estudantes estariam usando drogas dentro da sala de aula. Não houve flagrante, mas há informações de que não é incomum o uso de drogas pelos alunos. O que deixa a gente pasmo é que tudo fica por isso mesmo. Não há leis para acabar com essa pouca vergonha, não há punição. Todos são tratados como “vítimas” da sociedade e como são “dimenor”, podem cometer as atrocidades que quiserem. Não teremos um país decente, enquanto essa excrescência dominar nossas escolas.

UMA FRENTE PELA AVIAÇÃO

Há um grande esforço para que a aviação da Amazônia cresça, se expanda e seja reconhecida. Uma das lideranças do setor na região, o empresário Gilberto Scheffer, da Rima Táxi Aéreo, está comemorando mais um passo importante na direção da melhoria das condições, para que o setor continue se destacando em nível nacional. A criação da Frente Parlamentar pela Promoção da Aviação na Amazônia foi criada oficialmente nessa semana, em Brasília. Scheffer destacou que  a nova instituição é de suma importância para atender as reivindicações do segmento da aviação regional, tanto junto às autoridades aeronáuticas, como , da mesma forma, com melhorias. As necessidades incluem melhor infraestrutura, registros de pistas e da malha aérea regional, para atender os municípios do interior de todos os Estados do norte. O diretor da Rima representou o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA) e destacou-se ainda, no encontro, a participação da deputada federal Jaqueline Cassol, agora vice presidente da nova Frente de parlamentares, que pretende ajudar a incrementar a infraestrutura e o transporte aéreo regional na Amazônia. Várias entidades do setor também participaram, assim como representantes de operadores de táxi aéreo de toda a região. Scheffer destacou que é apenas um primeiro passo. Mas a reunião inaugural da nova Frente, abre grandes perspectivas para todo o setor.

PERGUNTINHAS

Sexta-feira dia útil, em que os trabalhadores comuns que precisam correr atrás para conseguirem sobreviver  têm que dar duro, você acha que é correto parar e participar de um protesto politico? Domingo não seria um dia melhor?

– Por Sergio Pires



Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
PUBLICIDADE