sábado, 17 de agosto de 2019

DESRESPEITO

Desenformação ainda impede porto-velhenses reclamarem de demora nas filas de bancos

18/04/19 11:30

Desinformada a população continua indiferente às leis das filas que multam agências bancárias e lotéricas em todo o País.

Apesar de estar em vigor desde o dia 28 de março de 2017, a Lei 4.008 passou a complementar a legislação que já existia sobre o assunto a nível nacional. Além da Lei Municipal nº. 1.877 de 2010, de Porto Velho, que determina o tempo de espera nos estabelecimentos bancários deve ser de, no máximo, 30 minutos.

Mesmo assim, segundo o consultor Lemes & Soares, na Capital rondoniense, “poucos clientes acionam os bancos e lotéricas que incorrem nesse tipo de infração”. Ao serem entrevistados pela reportagem, clientes relatam que aguardam em média uma hora para serem atendidos em bancos da capital. Poucos consumidores procuram a Justiça para reclamar da demora e do desrespeito à legislação. Questionados as instituições dizem que estão em busca permanente por melhorias.

Ao reforçar a falta de informação por parte da clientela, o Consultor diz que, ‘por outro lado, a Lei Estadual 3.522, de 24.03.2015, apesar de promulgada pelos deputados rondonienses, estabelecendo que todas as agências bancárias e cooperativas de crédito no Estado ficam obrigadas a manter, para todos os serviços, não colocam atendentes em número compatível às demandas da população’.

Por conta e risco das agências, a população que não é atendida em até 20 minutos na fila tem o direito de exigir indenização de R$ 1.008, 57 (o equivalente a 17 Unidades Padrão Fiscal, UPF) por danos morais. ‘Ocorre que os bancos continuam impunes, até mesmo quando em grande parte as causa chegam aos tribunais, afirmam clientes.

– Muitos clientes e correntistas não acionam a Justiça devido à baixa escolaridade e falta de informação, outros casos por descaso mesmo, ele admitiu.

Censura

Em 2018, ao CORREIO DE NOTÍCIA, o PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) sediado no antigo Shopping Cidadão (TUDO AQUI) ainda na gestão Confúcio Moura, recusou-se a dar publicidade nas ações supostamente movidas em desfavor dos bancos, cooperativa de crédito e lotéricas da Caixa Econômica do Brasil (CEF).

Apesar da motivação, à época, ter sido embasada em inúmeras reclamações de idosos, gestantes e correntistas em geral, o responsável pelo PROCON, à época, exigia petição aos queixosos. Inclusive encaminhava os casos à Ouvidoria Geral do Estado e ao Ministério Público, deixando de cumprir o papel para qual o órgão foi criado.

A Lei das Filas, em Rondônia, praticamente, caiu em desuso, justamente, por não ser difundida pelos órgãos de controle nem a parte interessada – no caso os clientes e correntistas -, ‘não acreditarem em sua eficiência e punibilidade dos bancos’, afirma à doméstica Mariluce Bezerra, 73, da Zona Leste.

Na Capital Porto Velho, o público mais afetado pela demora nas filas do atendimento nas agências bancárias ‘são os idosos da terceira idade, deficientes físicos e visuais’, relata ex-integrante da diretoria de entidade dessa categoria que explorou durante muito tempo o estacionamento do Terminal Rodoviário.

Segundo ela – por boliviana naturalizada a ouço tempo -, ‘o brasileiro quer é resolver seus problemas nos bancos’.  Não teria tempo para se importar diretamente com os fornecedores de produtos ou serviços de má qualidade. ‘Sequer, importa-se com ligações ao Serviço de Atendimento ao Consumidor’, arrematou a mesma fonte.

Fonte

Xico Nery | Redação/CNR



Categorias: Sem categoria


DEIXE SEU COMENTÁRIO
Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site CORREIO DE NOTÍCIAS DE RONDÔNIA. Todos os mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

avatar
×

Olá!

Em que posso ajudar?

× Como posso ajudar?