quarta, 23 de outubro de 2019

POSSE

Defesa da Justiça do Trabalho marca a posse de sete novos juízes para Rondônia e Acre

09/04/19 11:35

A Corte do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região empossou na sexta-feira (5) sete novos juízes do Trabalho substitutos para atuarem nos estados de Rondônia e Acre. A solenidade foi realizada no Plenário do Regional foi marcada por discursos e manifestações em defesa da Justiça do Trabalho.

Simone Akemi Kussaba Trovão, Joana Duhá Guerreiro, Andreza Soares Pinto, Elizabeth Pereira Pacheco, Martha Campos Accurso, Felipe Augusto Mazzarin do Lago Albuquerque e Tainá Angeiras Gomes dos Santos são oriundos do primeiro Concurso Público Nacional Unificado para ingresso na carreira, iniciado em 2017 e que aprovou 229 candidatos em todo o Brasil. O certame contou com 13.604 inscritos.
Em nome da Corte do TRT14, o desembargador Ilson Alves Pequeno Júnior deu as boas vindas aos novos membros da magistratura ao ressaltar o que se espera de cada um. “Esperamos de cada um amplitude de suas observações, elevado padrão de refinamento nas conclusões, habilidade de manejar com maestria e honradez a ciência do Direito, simplicidade na sua forma e profundidade em seu conteúdo. Esperamos de cada um também a capacidade de se manterem atualizados, republicanos, serenos, respeitosos, pacificadores, humanistas e, acima de tudo, éticos, pois é inadmissível um desvio ético no seio da magistratura”, registrou.
A procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho da 14ª Região, Camilla Holanda Mendes da Rocha, enalteceu a região como um lugar de oportunidades para os novos juízes. “Vocês estão sendo presenteados com uma oportunidade de vida e não com a concretização de um sonho. Aqui serão presenteados com magistrados competentes, servidores de excelência, com pessoas de coração muito bonito, com trabalhadores necessitados e com um MPT combatente e presente. Que vocês cuidem bem dessa terra”, declarou.
Emocionado, o presidente do TRT14, desembargador Osmar J. Barneze, fez referência aos hinos de Rondônia e Acre para que os novos magistrados atuem com espírito combativo. “Nossa região é difícil, com muitas populações sem quase o mínimo que o necessário. Encarem esses estados como verdadeiros pioneiros de Rondônia e com o sangue dos heróis acreanos”, realçou.
Defesa da JT
Em nome dos empossados, a agora juíza do Trabalho Simone Trovão, realizou o discurso de agradecimentos citando os novos tempos da Justiça do Trabalho e a trajetória de renúncias e frustrações. 
“Persistência é a palavra que define essa tão sonhada trajetória e que essa não seja esquecida na magistratura porque esse caminho certamente não terá apenas flores. Ingressamos no Judiciário Trabalhista em um momento de crise. A Justiça do Trabalho é alvo de duras críticas de alguns setores da sociedade. A legislação trabalhista sofreu grandes alterações e a jurisprudência será revista. Nesse cenário, principalmente, devemos nos manter unidos para o fortalecimento da instituição e dedicados à prestação da tutela jurisdicional efetiva e tempestiva”, afirmou a magistrada empossada.
A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rondônia, representada pelo seu presidente, Elton José Assis, evidenciou a chegada dos novos juízes no atual momento da JT. “É uma satisfação para todos nós, principalmente aos que militam no âmbito desta Justiça Especializada. Mais ainda, quando também presenciamos uma marcha contrária, entoada e sustentada Brasil afora com o inaceitável objetivo de extinguir ou mesmo enfraquecer a Justiça promovida por meio da Justiça do Trabalho”, enfatizou.
Da mesma forma, o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 14ª Região (Amatra 14), Antônio César Coelho de Medeiros Pereira, reforçou a bandeira em defesa da JT. “O Poder Judiciário hoje encontra-se atacado, questionado e combatido por várias frentes. Não é possível sair do Congresso Nacional sem a clara noção de que mudanças significativas ocorrerão. O momento se revela complexo. Exige união e a capacidade para repensarmos nosso modo de ser e de agir”, destacou.
“Enquanto magistrados, somos cobrados de uma maneira diferenciada. Toda a nossa produção, nosso comportamento, nossas manifestações públicas, serão muitas vezes milimetricamente avaliadas. Desejo a todos que nenhum dos interlocutores sejam mais audaz, perspicaz, vigilante e presente que as vossas consciências”, alertou o presidente da Amatra ao dar as boas vindas.

Fonte

Secom/TRT14 (Luiz Alexandre)



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