segunda, 18 de novembro de 2019

ISRAEL

Bolsonaro condecora em Israel militares que trabalharam em Brumadinho

01/04/19 11:01

No segundo dia da visita a Israel, o presidente Jair Bolsonaro condecorou nesta segunda-feira (1º) os 136 militares israelenses da Brigada de Busca e Salvamento do Comando da Frente Interna com a medalha da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. O grupo veio ao Brasil atuar nas operações em Brumadinho. Os militares israelenses deixaram o Brasil quatro dias depois de chegarem para apoiar as operações de resgate de vítimas soterradas, entre críticas, como a relacionada aos equipamentos trazidos ao país, indicados como não efetivos para aquele tipo de desastre. Pelo último levantamento, 217 pessoas morreram e 87 estão desaparecidas.

“O trabalho dos senhores foi excepcional e fez com que nossos laços de amizade, de há muito, se fortalecessem. Nunca esqueceremos o apoio humanitário por parte de todos vocês”, afirmou o presidente. No início do evento, os israelenses lembraram o acidente, exibindo um vídeo sobre a atuação no Brasil.

Bolsonaro disse que, horas após a tragédia em Brumadinho, recebeu um telefonema do primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, recebendo a oferta de ajuda na busca aos desaparecidos. “Agradeci, aceitei e os senhores foram para lá. O trabalho foi semelhante aquele prestado por mim no passado: confortar familiares ao encontrar um ente que havia perdido a vida”, comparou.

O presidente contou que, em 1985, estava no exército brasileiro como capitão e tinha acabado de concluir um curso de mergulho no Rio de Janeiro. “Um ônibus caiu em um rio que alimentava uma grande represa, 15 pessoas perderam suas vidas e estavam no fundo da represa. Eu estava de férias e me voluntariei para resgatar os corpos na represa de 25 metros, com água barrenta e sem visibilidade, o fundo bastante lodoso”, descreveu.

Ele relatou que perguntou a um colega sobre o risco da operação em relação à compensação, já que parecia zero a chance de encontrar alguém no fundo da lagoa. “O objetivo não era encontrar corpo, mas de propiciar conforto aos familiares que viam o trabalho perto da represa”, respondeu o colega, de acordo com Bolsonaro.

Bolsonaro vai ainda à Basílica do Santo Sepulcro, um templo cristão localizado no Quarteirão Cristão da Cidade Velha de Jerusalém. Segundo o cristianismo, ali Jesus foi crucificado, sepultado e, no terceiro dia, teria ressuscitado.

O local é um dos principais pontos de peregrinação em Israel por turistas e religiosos que pagam promessas na basílica. Há peregrinos que levam cruzes de madeira para pagar promessas.

O último compromisso será a visita do presidente ao Muro das Lamentações, acompanhado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O local é sagrado para os judeus, pois foi construído com parte do que restou do Templo de Herodes – símbolo para o povo judeu de retorno à terra sagrada.

No Muro das Lamentações, os judeus depositam seus desejos e fazem orações. Mesmo os homens não judeus devem usar o kipá, espécie de pequeno chapéu utilizado por religiosos. As mulheres devem se vestir com saias ou vestidos abaixo dos joelhos.

Fonte

Jornal do Brasil



Categorias: INTERNACIONAL


DEIXE SEU COMENTÁRIO
Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site CORREIO DE NOTÍCIAS DE RONDÔNIA. Todos os mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

avatar
×

Olá! Em que posso ajudar?

× Como posso ajudar?