domingo, 17 de novembro de 2019

GERAL

Falta operação para conter o crescimento de bois piratas nas áreas de proteção ambiental

04/11/19 11:42

Porto Velho, RO – Depois de receber várias denúncias sobre a criação de bois considerados piratas e extração ilegal de madeira em áreas de proteção ambiental ao longo da BR-364 e BR-319, respectivamente, o CORREIO DE NOTÍCIA confrontou nessa sexta-feira (01.11), parte dos órgãos de controle municipal, estadual e federal.

Sobre embargos de áreas onde a pecuária tem avançado coladinha às derrubadas das florestas ainda em pé dessa parte da Amazônia Ocidental, o Vale do Jamari, Zona da Mata e Cone Sul do Estado.

Nos últimos anos, o governo, através de setores relacionados à proteção ambiental têm tomado uma série de medidas para conter os desmatamentos: “operações conjuntas do Ibama, Ministério do Meio Ambiente e Polícia Federal tem ocorrido com frequências na tentativa de desarticular quadrilhas especializadas em crimes ambientais e grilagem de terras públicas”, informam interlocutores.

Já na região da Ponta do Abunã, segundo informações prestadas por um ex-Chefe de Fiscalização da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), desde o governo Cassol, ‘a história dos desmatamentos e da criação de gado sem registro sanitário na IDARON, continua a mesma até hoje’. Ninguém parece interessado em apurar denúncias chegadas aos órgãos de controle, principalmente, no âmbito Municipal e Estadual, se queixam assentados do PA Flor do Amazonas.

Segundo ele, contudo, o grande problema no combate aos crimes ambientais seria a questão das indicações políticas, concedidas pelos governos de plantão a deputados e senadores para que venham a abrigar seus apadrinhados -, dificultando assim o combate ao desmatamento e/ou a exploração de madeiras.

Por sua condição de militar reformado, o interlocutor diz ainda que, ‘também pesa na estrutura governamental a falta de perfil dos indicados às funções’, sobretudo às Coordenadorias de Licenciamento, Fiscalização e Gerência Ambiental. Segundo ele, também, ‘geralmente, os titulares nomeados pelo governador e o Presidente da República não tem esse perfil’.

Atualmente, só na faixa da tríplice divisa entre os estados do Acre, Rondônia e Amazonas, com referência ao avanço da pecuária clandestina em áreas do Sul do Amazonas (Lábrea, Canutama e Humaitá), segundo fontes fidedignas no lado amazonense, ‘ao menos 400 mil cabeças de gado estariam sendo criadas em áreas desmatadas ilegalmente e sem registro oficial’.

A fonte citou o caso de um suposto juiz federal acreano, além de ex-engenheiros que passaram pela SEDAM e Superintendência Estadual do INCRA, juntos teriam no pasto nada menos do que 100 mil cabeças nas fundiárias de Vista Alegre do Abunã com o município amazonense de Lábrea’.

As propriedades da dupla estão localizadas ao longo dos rios Ituxi e Iquiri, na divisa do Distrito de Vista Alegre, palco de inúmeros assassinatos de lideranças agrárias, ambientais, indígenas e quilombolas envolvendo fazendeiros, madeireiros e grileiros de terras da União sem que as autoridades dos três estados avancem nas investigações para apurar as possíveis participações do agronegócio num suposto projeto de matança de  lideranças campesinos, atestam ativistas amazonenses que tentam libertar um agricultor amazonense preso a mando de um suposto juiz federal acreano.

Nos estados de Rondônia, Amazonas e Acre, a expansão do agronegócio bovino, madeireiro e mineral, além da a ocupação de terras da União avança a ‘ferro e fogo’, revelaram interlocutores que participaram da entrevista realizada pela reportagem do jornal CORREIO DE NOTÍCIA, após as audiências públicas promovidas pelo Ministério Público Federal (MPF) em Porto Velho e Vilhena.

‘Só nas áreas desmatadas no Sul do Amazonas através de invasões atribuídas a conhecidos fazendeiros na região dos Distritos de Extrema, Nova Califórnia, Vista Alegre do Abunã, Jacy-Paraná, além do município de Lábrea e Canutama no Sul do Amazonas, a população bovina sem registros deve ocupar áreas maiores que o Estado de Sergipe’, revelam as fontes.

Para um Ex-Delegado da Polícia Civil aposentado, ‘a única coisa que poderia justificar o avanço da pecuária clandestina e/ou emissão de documentação supostamente esquentadas por determinados órgãos de controle no País, seria o desmatamento ilegal, os trabalho análogo a escravidão, além das práticas corruptas como, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, sobre tudo, no transporte ilegal para esconder o boi.

O mercado clandestino é um dos grandes problemas no Brasil, sobre tudo na Amazônia por sua dimensão continental, é usada na cara dura por alguns para lavar dinheiro’.

Segundo ele, tanto nos estados de Rondônia, Sul do Amazonas e Acre, ‘a sinais de que fazendeiros e madeireiros não estão sendo nenhum pouco incomodados pelos órgãos de controle dos respectivos Estados. ‘Seria necessário mais operações da PF para prender agentes desses entes federados envolvidos em fraudes de documentos públicos’, arrematou o interlocutor ao CORREIO DE NOTÍCIA.

Fonte

da Redação/CNR | Por Xico Nery



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