segunda, 11 de novembro de 2019

GERAL

Britão do Incra não teria informado sobre mortes de lideranças em P/A e acampamentos do Incra

14/09/19 20:06

Candeias do Jamari, RO – Durante a gestão do técnico agrícola Cletho Muniz Brito, à frente da Superintendência Regional do INCRA, muitas mortes de trabalhadores rurais foram registradas e silenciosas no período. À época, caberia ao órgão comunicar os fatos à Polícia Federal, sobretudo em ocorrências atestadas dentro dos Projetos de Assentamentos.

Foi o caso do líder campesino Hugo Rabelo Leite, do Acampamento Boa Sorte, na Linha 02, do Lote 19 do Projeto Flor do Amazonas, no Igarapé Taboca, assassinato barbaramente por pistoleiros em terras devolutas da União que seriam destinadas à quarta e quinta etapas do PA Flor do Amazonas -, e que, supostamente, por decisão da Divisão de Recursos Fundiários do órgão, teriam sido desmembradas e repassadas a dois servidores públicos (Lenil José Sobrinho e a um tal de Quixadá da SEDAM), um advogado (irmão de um magistrado), a uma empresária pernambucana (Hessa Karla Palácios) e ao médico cardiologista Luís Henrique, suposto sócio do Grupo AMERON.

Na inicial das supostas ameaças de uma iminente queima dos acampamentos das famílias que esperavam ao menos cinco anos para serem assentadas na área, Cletho Muniz Brito (suposto primo do senador Marcos Rogério), tomara conhecimento dos fatos por um ex-candidato ao Senado. Porém, não teria comunicado o caso à Policia Federal – como é de praxe.

Após a exceção de Hugo Rabelo, muitas idas e vindas das lideranças e membros da Comissão de Negociação de Conflitos Agrários ter sido pressionado, iniciou uma rápida apuração por meio do tal candidato ao Senado pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) dando-lhe o status de ‘mediador entre o órgão e os remanescentes do Acampamento Boa Sorte’.

– Segundo informações, sem qualquer manifestação das autoridades se quer foram divulgados os resultados das mediações do suposto representante até que foi nomeado à Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA, em Brasília, até ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro, informou um interlocutor do órgão, nessa sexta-feira, 13.

Ainda de acordo com interlocutores, a pós o assassinato de Hugo Rabelo Leite, as terras devolutas da União que seriam destinadas à continuidade da implantação das novas etapas do PA Flor do Amazonas, foram entregues a fazendeiros, madeireiros, sojicultores, advogados e empresários de fora e dentro do deste Estado. De acordo com informações, só o ex-servidor do INCRA Lenil José Sobrinho, detém cerca de 2000 hectares (Dois Mil) dos Lotes 1 e 19, acrescidos de mais 400 de uma outra área ocupada por famílias cadastradas e documentada no Programa Estadual e Nacional de Reforma Agrária (PERA/PNRA).

Além de Lenil José Sobrinho, Hessa Karla Palácios e o médico Luís Henrique, Segundo as lideranças agrárias, ambientais, indígenas e quilombolas que atuam nas áreas sob ameaças de grilagem e de conflitos com ocorrências de mortes, ‘são os mais temidos por terem contado com o apoio incondicional de Cletho Muniz Brito e Eustáquio Chaves Godinho’ – esse preso durante a Operação Terra Limpa da Polícia Federal, em 2005.

– Porém, o grande temor das lideranças é que com uma suposta ajudinha do então ex-deputado federal, Marcos Rogério (agora, Senador da República), possivelmente Brião retornará a chefiar a polêmica Divisão de Recursos Fundiários, revelam assentados do PA Flor do Amazonas.

Não se tratam, porém, de casos insolados, mas sim em zonas desmatadas nas bordas da Amazônia, onde há interesse econômico. Principalmente, em Rondônia.  Além da morte brutal de Hugo Rabelo Leite – que deixou mulher e filhos pequenos -, outras ocorrências de ameaças de mortes de lideranças em assentamentos sob a responsabilidade do INCRA regional deixaram de ser comunicada à Policia Federal e/ou mesmo às autoridades estaduais. Em Brasília, Cletho Muniz Brito (Britão do INCRA), durante sua presença temporã à frente da Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA, não se tem notícia que tenha se manifestado a respeito dessas ocorrências no Vale do Jamari, Cone Sul deste e/ou na tríplice divisa do Acre, Rondônia e Amazonas.

Fonte

da Redação/CNR



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