domingo, 15 de setembro de 2019

POLÍTICA

Senador é tentado a ‘segurar’ aliados demitidos por envolvimento em operação da PF

06/09/19 18:03

Vale do Jamari, RO – Em todos ou quase todos os governos rondonienses, raramente, um ou outro secretário de Estado não acaba preso ou passe a vida respondendo a processos por algum suposto crime cometido no exercício do cargo a que chegou por indicação política de aliados ou governantes de plantão.

No rosário de crimes atribuídos, por exemplo, a aliados indicados a cargos na Superintendência Regional do INCRA pelo senador Marcos Rogério, segundo fontes do seu ex-partido, PDT de Ciro Gomes, o ex-Secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), técnico agrícola Cletho Muniz Brito respondeu por parte do Ministério Público Estadual (MPE) ação de improbidade, num ato ajuizado pelo Promotor de Justiça, Geraldo Henrique Ramos Guimarães.

De acordo com as mesmas fontes, ‘Britão do INCRA e da SEDAM’, cuja indicação à Superintendência do órgão, em Rondônia, teria tido o aval do então deputado federal, Marcos Rogério’, ocorreu por força de pedido do parlamentar ao ex-presidente Michel Temer. O agora ex-Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA nacional, também, contaria com a benção do senador rondoniense na reocupação do órgão, deixado em aberto a qualquer eventualidade.

O sucessor de Britão, Erasmo Tenório da Silva (ex-Ouvidor Agrário), assumiu apenas como interino. Segundo informações colhidas junto a ex-Superintendentes não inclusos na ‘Operação Terra Limpa’ da Polícia Federal, que prendeu oito servidores do órgão, entre os quais, o atual Chefe da Divisão de Recursos Fundiários, o também técnico agrícola Eustáquio Chaves Godinho, ‘o senador estaria lutariando, em Brasília, para emplacar, de novo, Cletho Muniz “Britão”, na Superintendência de Rondônia’.

Cletho Muniz Brito

Outro aliado de ‘Britão do INCRA e da SEDAM’ e, supostamente do senador Marcos Rogério a ter problemas com os tribunais rondonienses, ´é o ex-Adjunto dele na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), Paulo Roberto Ventura Brandão’. Aliado de todas as horas do, agora, demitido Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA, em Brasília, ele respondeu Ação Civil Pública ajuizada pelo Promotor de Justiça, Alzir Marques Cavalcante Junior, com base no art. 12, Inciso II, por improbidade administrativa (Lei 8.429/92) que exige ressarcimento e perdas de bens ou valores acrescidos ao patrimônio. Além da perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e da possibilidade de contratar ou receber incentivos fiscais com o Poder Público.

Paulo Roberto Ventura Brandão (o popular Paulinho da SEDAM, título dado por um engenheiro ambiental que atuava no Vale do Anari, Ariquemes a Vilhena, Cone Sul do Estado), também foi alcançado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) que, por unanimidade, foi condenado a pagar multas por ter sido considerador ilegais atos administrativos referentes às contratações de bens e serviços realizados de maneira direta ‘em fuga’ ao devido procedimento licitatório.

O relator, à época, foi o Conselheiro Francisco Carvalho da Silva (ex-deputado Chico Paraíba) que, entre outros, condenou os atos ilícitos atribuídos, igualmente, ao servidor Cleozemir Teixeira Lima, ex-Coordenador de Planejamento Administrativo e Financeiro da SEDAM, cuja indicação é até hoje também é atribuída ao antecessor no comando do órgão, Cletho Muniz Brito.

Francisco Leudo Buriti

Por conta e risco das indicações de aliados políticos atribuídas ao ex-deputado Cletho Muniz Brito e seu grupo partidário guindados por ele com e/ou sem problemas com a Justiça Estadual, Federal ou os Tribunais de Contas (TCE/TCU), a maioria atualmente próximos dos mandatos do atual senador da República, Marcos Rogério, figura ainda o também ex-deputado estadual Francisco Leudo Buriti de Souza, que teve recurso na condição de réu pelo Tribunal de Justiça de Rondônia durante a Operação Dominó.

Leudo Buritis, atualmente, responderia pelo Escritório Político do senador Marcos Rogério, localizado à Avenida Buenos Aires, na Capital rondoniense. Lá, também, funcionaria uma banca de advogados ligada ao parlamentar. Porém, a Reportagem na quarta e quinta-feira pela manhã, não foi atendida, apesar de tocar a campainha afim de que o ex-deputado falasse sobre os revezes que Marcos Rogério viria sofrendo no governo Jair Bolsonaro, entre os quais, a demissão sumária de ‘Britão do INCRA e da SEDAM’ , do cargo de Diretor de Ordenamento da estrutura Fundiária do INCRA, no Distrito Federal (DF).

 

Fonte

Redação/Correio de Notícia  



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