domingo, 15 de setembro de 2019

TRIUNFO

Lideranças destacam papel do MPF e da polícia federal na apuração de crimes atribuídos aos latifúndios em Rondônia

15/08/19 15:35

Candeias do Jamari, RO – ‘A principal forma de amparo às famílias assentadas em áreas restritas a Projetos de Assentamentos sob a responsabilidade das Superintendências Estaduais do INCRA é quando a Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) entraria para apurar casos de grilagem de terras da União que acabam vitimando lideranças agrárias, ambientais, indígenas e quilombolas’.

Foi o que afirmaram, na segunda-feira, 12, representantes de delegações de vários Assentamentos ao longo do Vale do Jamari e, especialmente, do PA Flor do Amazonas e Acampamento Boa Sorte, no largo do Igarapé Taboca, dos Lotes 1 e 19, cujas áreas já teriam sido supostamente negociadas por um grupo econômico do seguimento sojicultora instalado nessa parte do município.

Segundo disseram lideranças ainda vivas – a maioria esta jurada de morte por pistoleiros de fazendas e madeireiras que atuam na região do Vale do Jamari -, ‘enquanto viveu, o líder do Acampamento Boa Sorte, no Lote 19 do PA Flor Amazonas, Hugo Leite, suplicou medidas protetivas por parte do INCRA e que o órgão fosse à Polícia Federal para garantir vistorias e a saída de conhecidos grileiros e fazendeiros das áreas em conflitos’.

Familiares de Hugo Leite, depois que foi assassinado a tiros a queima roupa supostamente atribuídos ao menos a um suposto Agente Penitenciário, ainda assim, pela viúva e as crianças da vítima o INCRA depois de uma única reunião com o então Superintendente, em Rondônia, técnico agrícola Cletho Muniz Brito (Britão do INCRA), atualmente, na Divisão Nacional de Recursos Fundiários para Amazônia Ocidental, em Brasília.

Britão, à época, se valeu da ajuda de um ex-candidato ao Senado na serventia de contato com as lideranças do Acampamento Boa Sorte. Criada uma comissão para apurar a motivação dos conflitos nos Lotes 1 e 19, do PA Flor do Amazonas, ‘ele foi a Brasília, porém, a sindicância não deu em nada’ e muito menos, os cadastros das famílias teriam sido mantidos pela Divisão de Projetos e de Recursos Fundiários do órgãos.

Caso a Polícia Federal seja  acionada pela Procuradoria Regional da República (PRR-RO), como parte dos novos procedimentos a serem tomados pelo Procurador Raphael Beviláqua, após a audiência pública na segunda-feira, 12, que tratou da situação da violência no campo e reforma agrária, as lideranças ameaçadas de morte, tanto do Boa Sorte, quanto do Flor do Amazonas, afirmam que ‘estão à disposição das autoridades’.

À mercê da violência em terras pertencentes à União Federal, cerca de 1000 famílias assistem seus companheiros, serem assassinadas sem piedade por grupos de pistoleiros e milicianos que invadem seringais, assentamentos e tapiris (choupanas), além do Vale Jamari, Cone Sul do Estado, terras indígenas Karipunas, Suruís e nativos no Sul do Amazonas.

Para a parte maior de lideranças agrárias, ambientais, indígenas e quilombolas ouvidos por este site de noticias, ‘não entendemos o porquê do INCRA não requisitar a Polícia Federal para apurar os alertas dados ao órgão’. Tampouco as razões dos Procuradores do órgão negarem a recorrer em prol da União em áreas griladas que se destinam aos assentamentos de novas famílias, indagam lideranças.

O DIA D PARA JB – Por sua conta e risco, após contato com o deputado federal Coronel de Exército, Chrisóstomo Almeida (PSL-RO), durante a solenidade de reinauguração do prédio do Relógio, ele foi instado sobre a situação atual do INCRA, em Rondônia.

A pós inflamado discurso sobre a defesa dos patrimônios da União no Estado, o parlamentar, antes de entrar em um carro oficial, garantiu a vinda do presidente Jair Bolsonaro  para o dia 17 a Porto Velho. Nesse encontro, caso os agricultores do PA Flor do Amazonas e região entreguem um dossiê mostrando ‘quem manda e desfaz no órgão contra os interesses do Governo’, ele próprio, pediria a Bolsonaro a apuração dos casos.

Antevendo o que poderia resultar na possível visita de Bolsonaro a Porto Velho, prevista para o próximo sábado 17, ao menos lideranças indígenas das TIs Karipunas e Suruis, intencionaria repassar ao Presidente as estatísticas de invasão, de redação, grilagem e roubo de madeira em territórios sob o olhar das autoridades locais. Além da transferência para Brasília dos invasores já presos pela Polícia Federal.

No caso particular da violência no campo e assassinatos em terras devolutas da União, a maioria com mortes de lideranças de assentamentos sob a responsabilidade do INCRA estadual, tanto no Vale do Jamari (PA Flor do Amazonas e Vila Samuel), Jair Bolsonaro deve ser informado sobre um suposto e gigantesco estoque de terras em poder de servidores do órgão espalhado por todo o Estado de Rondônia.

Fonte

da Redação/CNR | Por Xico Nery



Categorias: JUSTIÇA


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