terça, 20 de agosto de 2019

POLÍTICA

Agricultores denunciam carência de assistência técnica, crédito e comercialização de produtos à SEMAGRIC

14/08/19 17:31

Porto Velho, RO – Nem mesmo auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), ao que parece, não estariam satisfeitos com resultados obtidos por prefeituras brasileiras na Amazônia quanto a uma análise mais ampla sobre a destinação de recursos federais ao agronegócio e, em especial, para a agricultura familiar.

Nessa Capital, a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEMAGRIC), segundo levantamento deste site de notícias atestou, o secretário dessa pasta, ex-deputado federal não reeleito Luís Cláudio (PR), ‘ainda não pisou o chão da maioria dos projetos agrícolas’, tendo optado apenas a ir aos da Ponta do Abunã e distritos da BR-364.

Por outro lado, sabe-se, que a parte maior dos projetos estimulados  pelo Departamento da Agroindústria só teria olhos para negócios de maior monta e  retorno econômico com base nos resultados com o café clonal e tubérculos, estagnando outros setores  da agricultura familiar em áreas onde cederia maior influencia política, sem levar em conta as contrapartidas.

Isso viria ocorrendo com pequenos agricultores que ainda tem dificuldades para falar com o secretário Luís Cláudio e deste, para os dirigentes sob seu comando. De acordo com fontes do gabinete do prefeito Hildon Chaves, ‘a ordem é tratar a todos com o mesmo carinho dispensado aos médios e grandes produtores’, assistidos e/ou não por um suposto plano de incentivo a expositores da PORTO AGRO, evento tutelado pela SEMAGRIC’, desabafa agricultor da Estrada da Pena, da Linha 28.

Diante desse quadro, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento vem se metendo em uma ‘verdadeira calça curta’ em meio a agricultores ainda não contemplados pelo Programa de Horas Máquinas, insumos, equipamentos e/ou pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), sobretudo, os da Linha 28 (Estrada da Penal), Vila Escalderita e dos distritos do Baixo Madeira (São Carlos, Terra Caída, Vitória da União, Santa Catarina, Demarcação, Tira Fogo, Papagaio, Calama e vilarejos do rio Maici).

Eleito por dois mandatos de deputado federal com ênfase na esteira do agronegócio, depois de ocupar várias gestões do quadro da EMATER-Rondônia e uma à frente da secretaria de Estado da Agricultura (SEAGRI), o técnico agrícola Luís Cláudio, segundo disseram colegas, ‘não irá se deixar trapacear por comissionados indicados pelos aliados do prefeito ou mesmo servidores que ainda se encontram na disfunção dentro da SEMAGRIC’.

É que, ao longo dos anos, a pasta da agricultura municipal sempre foi comandada por aliados do prefeito que está à frente do Palácio Presidente Tancredo Neves cuja maioria das indicações são feitas por vereadores da base aliada na Câmara e em parte por deputados (estaduais e federais), além de senadores do grupo partidário do chefe do Executivo.

Por conta e risco das supostas nomeações de ‘caráter técnico’, os principais Departamentos de Assessoria Técnica da SEMAGRIC, por exemplo, segundo ex-colaboradores do ex-prefeito Carlinhos Camurça e de Roberto Sobrinho ainda mantidos naquela Pasta, ‘a Agroindústria, Estradas Vicinais, Fomento e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ‘deixariam a desejar no quesito habilidade técnica’.

As mesmas fontes lembram que ‘a SEMAGRIC há anos teria sido transformada em feudo político comandado por vereadores e deputados’, mesmo por aqueles eleitos deputados estaduais, como é o caso do deputado estadual Marcelo Cruz, que ainda mantém servidores do seu grupo na Câmara e na Prefeitura pelo viés nepotismo cruzado.

– Esse tipo de fenômeno, político e moral tem passado ao largo das ações de combate á corrupção perpetradas pelo Ministério Público no âmbito estadual e federal, denunciam lideranças da agricultura familiar ribeirinhas.

Nessa direção, girou parte dos debates em torno da audiência promovida pela Procuradoria Regional da República (PRR-RO) ao questionar nos bastidores os rumos das políticas públicas municipais, estaduais e federais destinadas a contemplar agricultores da agricultura familiar que ainda se ressentem de assistência da SEMAGRIC e do INCRA estadual nos setores ribeirinhos e de assentamentos do órgão.

– Enquanto a SEMAGRIC e outros órgãos de fomento e desenvolvimento da agricultura são entregues a políticos, pequenos agricultores de Porto Velho e do Estado amargam o pior das políticas de governos, denunciou nessa quarta-feira, 14, agricultor à porta do gabinete do presidente da Câmara, Edwilson Negreiros (PSB).

Apesar dos agricultores familiares continuarem sendo à base da economia do País, em torno de mais de 90% da produção de alimentos fornecidos aos mercados brasileiros, em Porto Velho,  ‘ainda é preciso se recorrer, quase mendigando, a cessão de tratores, sementes, insumos ou para se exigir a presença de técnicos agrícolas, veterinários, engenheiros florestais e agrônomos, desabafa agricultor da Estrada da Penal, da Linha 28.

Segundo o interlocutor em foco – que há uma semana foi à SEMAGRIC -, ‘não se sabe ao certo, como quem nada produz seja habilitado pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) sob a responsabilidade da SEMAGRIC, indagou muito indignado com essa situação. Segundo a mesma fonte, o suposto beneficiário do programa presidiu a inativa Associação dos Produtores de Jacy-Paraná (AJAP).

Fonte

Da Redação | Por Xico Nery             



Categorias: POLÍTICA


DEIXE SEU COMENTÁRIO
Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site CORREIO DE NOTÍCIAS DE RONDÔNIA. Todos os mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

avatar
×

Olá!

Em que posso ajudar?

× Como posso ajudar?