quinta, 24 de outubro de 2019

CRIME AMBIENTAL

Ibama afrouxa fiscalização contra roubo de madeira

26/07/19 17:57

Porto Velho, RO  – É sabido que grande problema no Brasil, na atualidade, diz respeito aos crimes ambientais, que se tornam cada dia mais freqüentes, danosas e impactantes ao meio ambiente como um todo, e, conseqüentemente, a toda coletividade, que é a titular do bem ambiental.

De acordo com informações, madeireiros e fazendeiros radicados nos estados do Acre e Rondônia vindos do Sul e Sudeste do País, são os maiores ladrões de madeira das florestas ainda em pé no Sul do Amazonas. Essa constatação, na inicial de um levantamento de apreensões ao menos 1,5 décadas após esses migrarem do Vale do Guaporé para a região.

Imagens meramente ilustrativas

Os ataques às florestas para roubar madeiras em toras, segundo ex-serradores e ex-gerentes desempregados após fechamento de serrarias durante sucessivas  operações do IBAMA, Policia Federal e Força Nacional de Segurança, ‘a cobiça dessa gente é pelas reservas existentes e algumas intactas do bioma do Sul de Lábrea e Canutama’.

– Essa região já chegou a registrar em funcionamento até 160 serrarias clandestinas em atividades, revelam as fontes cujas identidades estão sendo preservadas temendo represálias.

Para eles, ‘só as Forças Armadas com acampamentos permanentes na região poderá dar um basta nas quadrilhas especializadas em roubo de madeiras na tríplice divisa de Rondônia com o Acre e Amazonas. A maioria dos acusados, muitos dos quais foram presos e liberados em seguida, segundo a fonte, eles utilizam planos de manejos inexistentes e colam em áreas que ainda não foi liberada.

De acordo com um ex-funcionário de um dos maiores conglomerados na região ao menos atuando duas décadas, ‘é estranho, muito estranho o comportamento dos fiscais do IBAMA e outros órgãos de controle acreanos, rondonienses e amazonenses que não acabam com essas quadrilhas vindas do Sul e do Sudeste do Brasil’.

Segundo disseram, ‘eles têm dinheiro, muito dinheiro e podem até matar nativos que se recusam a não vender as árvores de suas propriedades a R$ 100 a unidade para corte considerado ilegal’ tais ações se dão mais nas divisas de Nova Califórnia, Vista Alegre e Extrema. Além dos distritos de Extrema e Jacy-Paraná.

Negócios com extração ilegal de madeiras roubadas do sul de Lábrea e Canutama, já motivaram mortes sucessivas e extremadas de agricultores e nativos, de acordo com relatórios anuais divulgados por órgãos de controle e consubstanciados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Isso tem rendido milhões de dólares a grupos econômicos à custa de centenas de vidas.

Imagens meramente ilustrativas

DOF X GTA – Dois documentos exigidos por órgãos de controle florestal e ambiental, nos três lados da divisa dos vizinhos estados do Acre, Rondônia e Amazonas. Geralmente, a Polícia Rodoviária (PRF) tem assumido o protagonismo das apreensões de cargas ilegais de madeira transportadas pelos corredores da BR-364 e BR 319.

Enquanto isso, no lado amazonense, o ex-Superintendente do IBAMA, José Leland Juvêncio Barroso (nascido em Eirunepé, Alto Rio Juruá), preso na Operação Arquimedes da Polícia Federal, esteve no Acre para ir ao Sul de Lábrea em inspeção de áreas devastadas ao longo dos rios Iquiri, Ituxi e no entorno do PAF Curuquetê. À época, foi avisado sobre extrações ilegais de madeira nessa região. Além de tomadas violentas de terras devolutas da União por militares, servidores públicos, magistrados e políticos do Acre e Rondônia.   

– Nada fez e o que foi feito aconteceu por meios de denúncias de famílias vítimas de chacinas na região da Ponta do Abunã e Sul de Lábrea e Canutama, revelaram os ex-servidores que aceitaram falar à Reportagem do CORREIO DE NOTÍCIA.

Imagens meramente ilustrativas

Com a chegada de madeireiros e fazendeiros migraram do Vale do Guaporé, entre paranaenses, catarinenses e gaúchos à Ponta do Abunã, sobretudo Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã e Jacy-Paraná, logo, logo, dezenas de madeireiras foram, entre as quais, Santa Lúcia e São Pedro, acusadas, em edições da Operação Arco de Fogo, por mais de anos como o suposto epicentro do roubo de madeireira do sul de Lábrea.    

Fonte

Redação/CNR



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