quinta, 14 de novembro de 2019

POLÍTICA

Ameaçada de expulsão por votar a favor da reforma, deputada Sílvia Cristina não abriu mão de sua aposentadoria especial como congressista

12/07/19 09:22

…embora o texto aprovado em Plenário nesta quarta-feira, 11, acabe com esta regra do regime de aposentadoria especial para os congressistas, a mudança só deve valer para os futuros parlamentares”. Ou seja, os atuais, se quiserem, podem manter o privilégio E foi o que fez a deputada rondoniense.

A deputada federal Sílvia Cristina, do PDT de Rondônia, tem dois problemas a enfrentar nos próximos dias: um é se livrar da expulsão de seu partido por ter contrariado a orientação da bancada e votar a favor do texto-base da reforma da previdência social; o outro é explicar aos seus eleitores o que a levou a aprovar regras mais duras para o trabalhador comum enquanto manteve para si os benefícios da aposentadoria especial dos parlamentares.

Sílvia Cristina aparece na lista dos 106 deputados federais inscritos no regime de aposentadoria especial  dos congressistas e que votaram a favor do texto-base da reforma.

Reportagem da revista Veja explica que “embora o texto aprovado em Plenário nesta quarta-feira, 11, acabe com esta regra do regime de aposentadoria especial para os congressistas, a mudança só deve valer para os futuros parlamentares”. Ou seja, os atuais, se quiserem, podem manter o privilégio E foi o que fez a deputada rondoniense.

Segundo a reportagem, “atualmente, o chamado Plano de Seguridade Social dos Congressistas prevê que os políticos podem se aposentar com os benefícios integrais após 35 anos de mandato ou 60 anos de idade, para ambos os sexos. Hoje o valor da contribuição do parlamentar ao regime próprio é 11% do valor do subsídio parlamentar atual (R$ 33.763,00). Já o valor do benefício é proporcional ao tempo de exercício no cargo. Os deputados inscritos podem abrir mão desta aposentadoria especial”.

“Todos deveriam abrir mão da aposentadoria especial e quem votou a favor da reforma deve dar o exemplo. O que causa mais estranheza é quem votou contra e mantém a inscrição neste regime. Se foi contra por um discurso em defesa dos mais pobres ou de que ela não acaba com privilégios, é uma incoerência”, diz Renato Dias, diretor-executivo do Ranking dos Políticos, que avalia parlamentares — um dos critérios é atribuir pontos negativos a quem adere ao PSSC; ou positivos a quem dele abre mão.

Fonte

Tudorondonia com informações da Revista Veja 



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