sexta, 20 de setembro de 2019

FROTA VELHA

Nova coordenação do transporte público continua compra de frota velha

20/06/19 02:00

Crise no setor prolonga  

Porto Velho, RO – Apesar do sistema de transporte municipal da capital ter nova coordenação por decisão Judicial, a expectativa para o fim do caos no setor continua sem previsão de acabar.

Cerca de mais de 100 bairros e áreas de ocupação urbana e rural dependem das linhas de ônibus para o transporte de alunos. Desse total, menos de 70% são atendidas, o restante continuam fora da cobertura determinada pela Justiça, desde que ficou decidido em audiência pública, na 2ª Vara da Fazenda Pública, que a Prefeitura deveria fazer valer compromissos assumidos com o Consórcio SIM e trabalhadores.

Sem ampla publicidade das decisões tomadas pelo prefeito Hildon Chaves e representantes do Consórcio SIM para acabar com o caos no sistema municipal, ainda não se sabe nada ou quase nada sobre o polêmico processo licitatório, inclusive se os 129 veículos exigidos pelo Juízo Estadual estão ou não operando a contento.

No mais, ‘o que se sabe, até agora, é que os novos coordenadores do Sistema Integrado Municipal (SIM) compraram cerca de 30 veículos usados em São Luís do Maranhão’, revelou o consultor João Lemes Soares, 47.

Em Juízo, a decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, em audiência realizada no dia 30 de janeiro deste ano, decidiu autorizar de vez à empresa sócia do Consórcio SIM a coordenar as ações administrativas afeto ao sistema junto a Prefeitura local, já a partir de 1º de janeiro de 2019.

De lá para cá, com a saída da empresa do Grupo Autovema (Ideal Locadora de Equipamentos Ltda), do Adélio Baroufaud, ficou a obrigação de informar seus fornecedores e parceiros que ‘não responde, desde então, por compromissos assumidos pelo Consórcio SIM’.   

Enquanto isso, a população usuária e gestores municipais (Prefeitura e Câmara), por outro lado, não emitiram, até agora, nenhum esclarecimento às entidades representativas de alunos (URES), trabalhadores (Sindicatos) e ao Ministério Público (MPE/MPF) sobre ‘o que entenderam das mudanças feitas no setor de transporte patronal com a nova coordenação do Consórcio SIM’, completou Lemes Soares.

Por sua vez, a Prefeitura em 26 de janeiro deste ano já admitia a continuidade da manutenção do decreto emergencial que autoriza as empresas a operar até a decisão final sobre o novo processo licitatório – que continua valendo até que haja um novo grupo interessado a nível nacional.   

Historicamente, de greve em greve, os trabalhadores rodoviários e urbanos (motoristas, cobradores, fiscais, borracheiros, lavadores e pessoal de garagem) veem o prazo de quitação das dividas trabalhistas com a ex-coordenação do Consórcio SIM, ‘ser prolongado na Justiça’. Inclusive, com as autoridades assistindo  o desligamento de uma massa gigantesca de trabalhadores das empresas.

Enfim, enquanto em São Luís do Maranhão as empresas vendem frotas velhas ao Consórcio SIM e as renovam 100% climatizadas para os usuários de lá, em Porto Velho, inúmeras reuniões entre trabalhadores, empresas e a Prefeitura da cidade acabam frustradas sem condições de ambos resolverem a polêmica que se tornou o Sistema Integrado Municipal (SIM), ao menos seis anos.

Por Xico Nery | Redação/CNR



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