terça, 19 de novembro de 2019

PECUÁRIA

Senepol incrementa produção e renda em fazenda rondoniense

19/06/19 08:50

Mãe e filha, Maura Alves de Souza e Márcia Rejane Souza Silva, são exemplos da força da mulher no agronegócio. Desde 2010, elas administram com pulso firme uma propriedade rural em Alvorada do Oeste, em Rondônia (Fazenda Souza), produzindo e comercializando bezerros desmamados e gado terminado. Vivem exclusivamente de pecuária e eficiência é a palavra de ordem na gestão do negócio, razão que as motivaram a investir em uma raça bovina de origem caribenha que vem ampliando horizontes na pecuária brasileira. O Senepol é adaptado ao clima tropical, apresenta maior desempenho de carcaça a pasto, oferece a oportunidade de produzir uma carne de melhor qualidade e chegou ao Brasil em 2000, desembarcando primeiro em Rondônia.

Com um plantel da raça Nelore, a fazenda é tecnificada. Conta com maquinários agrícolas, pastagens de boa qualidade, modernos programas de manejo nutricional e sanitário, além de troncos de contenção com balança, algo fora da realidade da maioria das fazendas.  O pastejo é feito em sistema rotacionado e a dieta é complementada com proteinado e ração produzida na propriedade em época de engorda.

Mesmo com tanto investimento dentro da porteira, ainda era preciso chegar à meta de produzir gado mais precoce, objetivo conquistado em 2014, quando adquiriram da Nova Vida os primeiros touros Senepol.

Assumindo o título de pioneira no Senepol, a referida propriedade pertencente à Família Arantes importou dos Estados Unidos os primeiros animais da raça hoje difundida em todo território nacional. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), já são contabilizados mais de 100 mil registros.

“Notamos diferenças assim que o gado foi entregue na fazenda. Se adaptaram instantaneamente e a docilidade natural do Senepol beneficiou o manejo, tornando-o mais ágil e seguro, além da oportunidade de abater o gado com até 24 meses de idade. Em média, conseguimos um incremento de R$ 200 por animal nas vendas com a genética Senepol”, diz Márcia Rejane, enfatizando que todos os custos são calculados com critério, para que a rentabilidade não se perca no processo.

As pecuaristas lucram, mais ou menos, R$ 1.300,00 com a venda de bezerros machos e R$ 1.000,00 com as fêmeas, ambos desmamados em até 8 meses. “Com amparo tecnológico, queremos dobrar a produção utilizando as mesmas instalações. Tenho no Senepol um importante aliado, tanto é que, no próximo ano, utilizaremos exclusivamente touros da raça”, complementa Márcia Rejane.

Eficiência a campo

Apesar de ser uma espécie taurina, o Senepol é rústico por natureza. Resiste ao calor, aos parasitas e o gado percorre grandes extensões em busca de alimento, fruto de anos de seleção nas Ilhas Virgens e no Brasil. Um único touro é capaz de emprenhar mais de 40 vacas numa temporada. “Eles correm mesmo atrás da vacada, sem refúgio de sombra, e não apresentaram nenhum problema de fertilidade nesses cinco anos de serviço na fazenda. O resultado final são taxas de prenhez cada vez mais elevadas, chegando a 90%”, complementa Maura.

Utilizando o Senepol, a Fazenda Souza também reduziu a incidência de partos distócicos, que poderiam comprometer a fertilidade de boas matrizes e onerar o manejo pela necessidade de um veterinário. Os bezerros meio-sangue Senepol nascem pequenos, reduzindo as chances de intervenções cirúrgicas.

Na desmama, época de maior conversão alimentar, a bezerrada costuma render arroba extra, tornando mais eficiente a produtividade. Com uso de creep-feeding, desmamam com até 300 kg, chegando a 24@ aos 24 meses, quando seguem para abate em Ji-Paraná. Recebem até uma simbólica bonificação pelo padrão de carcaça e a qualidade da carne.

Já as bezerras, que são férteis e boas de leite, costumam ser direcionadas à reposição. “Vários pecuaristas visitam nossa fazenda para conhecer os resultados que o Senepol é capaz de oferecer. Assim que reestruturarmos nossas instalações, começaremos nossa própria criação de Senepol PO”, conclui Márcia Rejane.

Fonte

Pecpress



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