quinta, 18 de julho de 2019

CUSTO ZERO

Prefeitura distribui calcário para agricultores sem cobrar frete

17/06/19 18:01

Porto Velho, RO – Agricultores do município de Porto Velho estão sendo convocados pela secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEMAGRIC), para comparecerem na secretaria. Segundo fontes do Departamento da Agroindústria da Pasta, é informar à categoria que o calcário está disponível aos grupos interessados.

Desta vez, diferentemente de outras gestões, o produto será comercializado ao preço de R$ 60 a tonelada. O tipo oferecido é o de cor rosa, ‘considerado o mais barato do mercado’. A oferta, de acordo com interlocutores, a partir dessa segunda-feira (17), o pedido pode ser feito diretamente nas seções da secretaria.

Outra exigência é com relação ao frete do produto. A SEMAGRIC, com a chegada do secretário Luiz Cláudio ao órgão, o agricultor e/ou chacareiro não será preciso pagar pelo transporte do calcário da usina até a propriedade. O frete será gratuito. Independentemente da tonelada que for contratada, informam servidores.

De acordo com um acadêmico da área de agronomia, da Universidade Federal do Estado do Amazonas, em trânsito por Porto Velho, ‘no momento da compra do calcário, o agricultor e/ou chacareiro deve observar aspectos técnicos e econômicos’. No mínimo, deve recorrer às secretarias de agricultura ou a escritórios locais da EMATER (ESLOC), para isso.

Devido aos preços elevados de frete, algumas regiões produtoras de Porto Velho, entre as quais, Baixo Madeira, distritos da BR-364, os setores chacareiros ex-Militão Jardim Santana, Estrada dos Periquitos e Viçosa, Zonas Leste e Sul, estarem distantes das fontes do corretivo (da usina de beneficiamento de calcário), ‘apenas é olhado o aspecto econômico da compra do produto, em muitos casos, pelos agricultores’, diz o consultor José Ricardo Costa.

Segundo ele, ‘isso pode levar a sérias consequências no futuro no tocante de desbalanceamento nutricional do solo, inclusive com prejuízos e redução da produtividade cultivadas, sobretudo tubérculos (mandioca, macaxeira, inhame e batatas), disse ele.

Da parte da secretaria de Agricultura, os técnicos devem esclarecer potenciais agricultores que existem no mercado diversos tipos de calcário como corretivos da acidez do solo. O destaque deverá ser observado na hora da compra, segundo o acadêmico amazonense, é o foco para a cal virgem, cal hidratada, escórias, dentre outras infinitas marcas no varejo e atacado.

De forma técnica e/ou empírica, conforme escuta feita junto à ex-Agentes ASTEC e agrônomos, ‘pouco ou quase nada se esclarece aos pequenos agricultores sobre os principais corretivos (se o da qualidade Rosa ou Branco são os ideais, no linguajar popular), no âmbito dos governos do Município, Estado e da União Federal, peça através do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

DO ESTUDO X DEMANDAS – Historicamente, do ponto de vista técnico, as características mais importantes do calcário são os teores de cálcio e magnésio, expressos respectivamente em porcentagens de CaO (óxido de cálcio) e MgO (óxido de magnésio); PN: poder de neutralização  e RE, reatividade do material, que dependeria  principalmente de sua granulometria na escolha de calcários a serem recomendados aos agricultores.

– Isso no Brasil, ressaltou José Ricardo Costa.

Enfim, o tipo de calcário que a secretaria se dispõe a indicar aos pequenos agricultores, ainda assim, segundo opiniões extraídas de técnicos com visão mais progressistas com assento no Governo Estadual, ‘quase todos os solos brasileiros são ácidos, por excelência, o que prejudica ou mesmo impede o desenvolvimento de qualquer cultura a nível comercial’.

IMPORTÂNCIA DO CALCÁRIO – De acordo com esse pensamento inovador, ‘a principal função do calcário é corrigir a acidez e fornecer dois importantes nutrientes, o cálcio e o magnésio’ aos solos que se pretende explorar do ponto de vista comercial. Porém, em Porto Velho, a maior deficiência entre pequenos agricultores/chacareiros é quanto a ter o produto e se livrar do custo elevado dos fretes, até às propriedades.

Em conversa com chacareiros do ex-Setor Militão Jardim Santana, eles demonstraram interesse na aquisição do calcário oferecido pela SEMAGRIC. Eles defendem o uso de trator hora máquina gratuita, (sem intermediação política), tratorista designado pelo secretário com assistência técnica permanente através de técnicos agrícolas, agrônomos e veterinários. Além da inscrição de quem produz com DAP referencial da área em todos os projetos anunciados, afirmou a presidente da Associação de Ação Popular Integrada Hortifrutigranjeiros da União (AAPIGHU), a chacareira Gabriela Camargo, 45.

Fonte

Por Xico Nery | Redação/CNR



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