sábado, 17 de agosto de 2019

AGRICULTURA

Agricultores querem a retomada da feirinha da agricultura na SEMAGRIC 

11/06/19 15:23

Porto Velho, RO – Além do apoio do programa que leva horas máquinas gratuitas, distribuição de mudas, calcário (branco e rosa) e assistência técnica permanente, agricultores e chacareiros reivindicam do novo secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Cláudio, a retomada da antiga feirinha da manhã que funcionava em frente o prédio do órgão.

Segundo eles, a Feira da Agricultura Familiar reunia produtores rurais de várias regiões da cidade e interior do município. Havia a oferta de produtos, genuinamente, tirados do campo e das chácaras. Apesar do ambiente rústico e de uma decoração sob barracas de lona, a chegada dos produtos era bastante disputadas.

Atualmente, devido a um possível retrocesso na política de incentivo a eventos oriundos do campo por parte do poder público, restando à maioria dos agricultores migraram para à feirinha do INCRA, às sextas-feiras, justamente, por conta e risco de fretes e falta das condições que havia antes em outras gestões.

– Apenas uma agricultora insiste em vender seus produtos no espaço, aqui, antes reservado a dezenas de ex-participantes em passado recente, informam setores da Agroindústria da SEMAGRIC.

Seu João Antônio, da Linha Santa Terezinha, do Cinturão Verde da Zona Leste da cidade, diz que ‘a feirinha proporcionava às donas de casa da redondeza dos bairro, Três Maria, Flamboyant, Tancredo Neves, JK (1 e 2), São Francisco e da Cascalheira, a aquisição de hortaliças, tubérculos, frutas e legumes em geral’.  Hoje, só resta a esperança de um sonho que parece ter acabado, lamentou ele.

Aproximadamente 30 produtores rurais de várias regiões da Zona Leste, da BR-364 e BR-319, além de chacareiros do Jardim Santana, desde 2016, organizados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vendiam seus produtos de boa qualidade por um preço que cabia no bolso de todo mundo, completou Seu João.

Para garantir a retomada da antiga ‘Feira da Agricultura’ ainda na gestão do novo titular da SEMAGRIC, agricultores presentes na manhã desta terça-feira (11), sugeriram que o secretario Luiz Cláudio deveria buscar o apoio do titular da EMATER, Leandro Brandão. Segundo eles, ‘a Prefeitura entraria com o espaço, barracas e organização do evento e o Estado (EMATER/SEAGRI), com a logística de transporte’.

Para os agricultores o maior custo é ainda com o deslocamento até a cidade. Além do frete ser altíssimo. Segundo eles, ‘ainda têm que assumir com despesas pessoais’ no tocante às refeições, vez  que a maioria dos expositores moram longe da cidade e têm que se deslocarem com seus produtos via fluvial por até dois dias de viagem.

‘Quem visitava o espaço da ‘Feirinha da SEMAGRIC’ logo se encantava com os produtos de boa qualidade e preços baixos, diretamente dos sítios e chácaras da região sem ter que passar por atravessadores’, lembrou a presidente da Associação de Ação Popular Integrada dos Hortifrutigranjeiros da União (AAPIGHU), Gabriela Camargo.

Ela aponta a continuidade da ‘Feirinha’ com a exibição de produtos com sabores e preços diferenciados dos mesmos praticados no mercado como um dos vieses que darão um novo rumo à agricultura familiar. Segundo esse pensamento, ‘as delicias dos produtos saídos dos sítios e chácaras da região das BRs 364/319 e Distritos do Baixo Madeira, ainda não são conhecidos das autoridades e do mercado local’.

As visitas às barracas dos feirantes que expunham seus produtos à frente do pátio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento da Prefeitura era bem atrativo por causa da qualidade dos produtos orgânicos. Sem falar na variedade de frutas, ovos, galinha caipira, doces de leite, biscoitos, queijo e requeijão, além da comercialização de plantas regionais e asiáticas.

Outra sugestão apontada por muita gente que esteve na manhã desta terça-feira na ante-sala da SEMAGRIC, agora, comandada pelo ex-deputado federal Luiz Cláudio, é que incentive os chacareiros da Zona Leste, por estarem mais próximos do local, ‘a exporem seus produtos, muitos dos quais, chamam a atenção por serem cultivados sem agrotóxicos, já que quase ninguém se utiliza de produtos proibidos por organismos internacionais.

Fonte

Por Xico Nery | Redação/CNR



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