terça, 25 de junho de 2019

FIASCO 

Maior emenda da história de Porto Velho deve ficar para o próximo gestor

11/06/19 08:38

Com três inscrições da prefeitura no Cadin, fama de excelência em gestão que embalou a campanha do prefeito Hildon caiu por terra.

Sem nunca ter assumido um cargo público eletivo na vida, o crédito dado pela população de Porto Velho ao prefeito Hildon Chaves não há durar dois anos. Atualmente sua gestão está encalacrada em problemas que são comuns a toda a qualquer prefeitura do Brasil, mas que, ao atual prefeito, tornaram-se problemas insolúveis.

Saúde, educação, transporte de passageiros urbanos e de alunos, infraestrutura precária e total descompasso entre a Porto Velho real e a cidade cantada em versos e prosas por Hildon em seus vídeos eleitorais.

A construção da nova rodoviária, do shopping popular – para tirar os camelôs das praças e outros espaços públicos –, a expansão da rede de água, a implantação da rede de esgoto, construção do novo centro político e administrativo, do centro de convenções e Ceasa, entre outros sonhos, se revelaram apenas promessas de campanha que dependiam sobretudo de Parcerias Público Privadas e, portanto, de fontes de recursos privados.

O que não era de se esperar do autoproclamado exemplo de gestor, era que até mesmo recursos públicos garantidos no orçamento da União corressem o risco de retornar à Brasília por um desleixo administrativo. Antes mesmo de assumir a prefeitura, Chaves conseguiu a façanha de convencer a bancada federal a aprovar uma emenda no valor de R$ 132 milhões, a maior já aprovada por uma bancada para uma capital brasileira.

Ainda candidato e novato na política, a conquista da emenda foi considerada um ato de bravura. Alguns parlamentares, como a ex-deputada Marinha Raupp, o deputado Lúcio Mosquini e até o atual senador e ex-deputado Marcos Rogério foram contra enviar tamanha quantidade de recursos só para Porto Velho, mas acabaram vencidos.

Ao assumir, em janeiro de 2017, Hildon já tinha praticamente em caixa essa montanha de dinheiro para investir em recapeamento de toda a malha que forma o corredor do transporte coletivo urbano e asfalto novo nos bairros Lagoa e Igarapé.

Foi aí que a bravura começou a se transformar em bravata. No primeiro ano de mandato, o pouco que fez foi por meio de atuação do vice-prefeito, Edgar do Boi e do ex-secretário de Obras, Tiago Beber, ambos descartados por Hildon. Do montante da emenda de bancada, até agora não conseguiu fazer absolutamente nada.

Em 2018, Hildon trocou os engenheiros da prefeitura por uma empresa de Ji-Paraná, de nome PSA, para elaborar os projetos. Parte do recurso foi contingenciado, mas mesmo assim, foram empenhados R$ 84 milhões.

Contudo, foi mais um ano perdido. Cortando para 2019, chegou o mês de junho sem que nenhum dos projetos, de recapeamento e de asfaltamento estejam prontos para serem licitados. Além disso, a Prefeitura está no cadastro de inadimplentes do Governo Federal, o Cadin, por conta de aplicações de recursos do Ipam.

Se conseguir sair do imobilismo ao qual se enveredou e tornou-se refém e se desvencilhar das amarras criadas por sua própria equipe, pode ser que consiga licitar essas obras até meados de outubro, já no início do inverno amazônico.

Com isso, pode sonhar em finalmente dar início às obras em meados de abril. O problema é que se os mandatos não forem prorrogados por mais dois anos, para coincidiram com as eleições gerais, como querem alguns parlamentares, haverá eleição municipal, quando muita coisa é vedada.

Nesse caso, restaria ao próximo prefeito fazer em um ano o que não foi feito em quatro, vez que o recurso tem prazo de cinco anos para ser gasto.

O outro lado

Nesta última sexta-feira (7) o secretário municipal de agricultura, pecuária e abastecimento, Luiz Cláudio, se reuniu em Brasília com representantes do Ministério da Integração Nacional para tratar sobre esse dinheiro.

“O recurso é proveniente de emendas impositivas destinadas ao Município de Porto Velho pela bancada federal passada. Eu fui um dos deputados federais que ajudou a destinar esse aporte financeiro para beneficiar a população da capital rondoniense”, salientou Luiz Cláudio.

De acordo com o secretário, o prefeito Hildon Chaves tem corrido atrás desses recursos desde a destinação dele para Porto Velho. Na reunião com técnicos do MI, Luiz Cláudio cobrou agilidade na aprovação dos projetos que viabilizarão a liberação do dinheiro. “O diretor técnico que analisa os projetos disse que concluirá a análise em 15 dias”, salientou Luiz Cláudio.

Fonte

http://rondoniaovivo.com/politica/noticia/2019/06/10/fiasco-maior-emenda-da-historia-de-porto-velho-deve-ficar-para-proximo-prefeito.html



Categorias: POLÍTICA


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