segunda, 24 de junho de 2019

GUITARRISTA

Rio Montreux Jazz Festival começa com as guitarras de Steve Vai e Al Di Meola

05/06/19 18:09

Uma noite generosa para fãs de grandes guitarristas abre nesta quinta (6), no Rio de Janeiro, a primeira noite de um projeto que começou a ser construído há praticamente 40 anos. Os americanos Steve Vai e Al Di Meola são as primeiras atrações do Rio Montreux Jazz Festival.

Durante quatro dias, a intenção dos produtores é reproduzir no Pier Mauá, com vista para a baía de Guanabara, o ambiente e o visual das salas que abrigam o festival suíço em Montreux, diante do lago Leman e com vista para os Alpes. Criado em 1967, hoje o evento reúne 250 mil pessoas anualmente, em 15 dias do verão.

Em 1978, o produtor musical Marco Mazzola se aproximou do criador do festival, Claude Nobs, e levou para a Suíça a primeira de muitas noites brasileiras que se repetiriam pelas quatro décadas seguintes. Gilberto Gil foi o estreante do Brasil no evento, ao lado de A Cor do Som.

Desde então, a ideia de transportar Montreux ao Rio vem sendo tocada por Mazzola, e acabou se concretizando, mesmo depois da morte do amigo Nobs, em 2013, em um acidente de esqui.

Para manter as diretrizes do festival, sempre aberto a muitas vertentes musicais apesar do jazz que carrega no nome, a primeira escalação carioca é internacional e eclética.

Di Meola e Vai dividem o exímio domínio da guitarra, mas trilham caminhos bem diferentes. Di Meola, 64, é um improvisador fantástico, que constrói na carreira pontes entre o jazz e a chamada world music.

Como todos os músicos convidados ao Rio, recebeu o pedido de desenvolver um show exclusivo para o festival. Com tantos trabalhos ligados aos sons latinos e orientais, sua apresentação será certamente uma surpresa.

Já Steve Vai, 58, é um virtuoso de hard rock e heavy metal, que deve produzir um encerramento barulhento para a noite. Apadrinhado por Frank Zappa, com quem tocou no início dos anos 1980, teve 15 indicações ao Grammy, que renderam a ele três prêmios na estante.

Sua carreira tem nove álbuns solo e inúmeras colaborações e projetos coletivos, notadamente o grupo de guitarristas G3, em que toca com outro virtuoso, Joe Satriani, e convidados.

Vai se apresentar no maior espaço montado na área do festival, distribuída pelos armazéns 2 e 3, além da varanda do Pier Mauá. Ele irá tocar às 23h30 no Palco Villa-Lobos, com capacidade para 3.500 pessoas em pé, local do espetáculo que encerra cada noite do evento.

Às 22h, Di Meola faz o segundo show do Palco Tom Jobim, com ingressos esgotados, num espaço mais acolhedor, para 773 pessoas sentadas. Antes, às 19h30, Maria Rita canta ali junto com o Quarteto Jobim, num show em tributo ao gigante da MPB que dá nome ao palco, morto em 1994.

A programação começa às 18h30 no Palco Ary Barroso, montado na varanda do Pier, com a apresentação do pianista recifense Amaro Freitas, destaque na nova cena do jazz nacional. Ali, às 21h, o violonista e guitarrista paulista Diego Figueiredo, com forte carreira fora do Brasil, completa o time da primeira noite. A presença dele no evento é emblemática, já que em 2015 e 2017 ganhou prêmios em Montreux, criando um vínculo com o festival.

Entre os destaques dos outros dias, o baixista americano Stanley Clarke, a cantora inglesa Corinne Bailey Rae e o guitarrista americano John Scofield, além dos brasileiros Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Hermeto Pascoal e um encontro pop de Frejat, Pitty e Zeca Baleiro.

Os ingressos são vendidos para cada show, com preços de R$ 100 a R$ 187, com valores menores destinados a meia-entrada e pagamento com Vale Cultura. A exceção é o Palco Ary Barroso, na varanda do píer, cujo ingresso dá direito aos dois shows da noite. Os ingressos para os outros palcos também dão direito a ver as performances na varanda.

Além do Pier, o Rio Montreux Jazz vai se espalhar pela cidade em cinco palcos gratuitos. O parque Madureira, que pode acomodar até 5.000 pessoas, terá dois shows diários a partir das 18h.

Nos outros pontos, está programado um show vespertino, às 16h. São ele: praça Nossa Senhora da Paz (Ipanema), praça Varnhagen (Tijuca), parque das Rosas (Barra) e largo do Machado (Catete). Haverá tributos a Luiz Gonzaga, Egberto Gismonti e Paulo Moura.

 

Fonte

Folhapress



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