sbado, 16 de fevereiro de 2019

CRÔNICA

Brasil país das tragédias – Por : Juarez Cruz

12/02/19 07:33

Hoje não vou falar dos pilantras que pululam na política, no judiciário, na música, na televisão, no cinema, na televisão, no cinema, no teatro, no esporte, entre os pesudos intelectuais e outros oportunistas de plantão; como não vou falar, agora, das tragédias que assolaram o Mariana, Brumadinho e, mais recentemente, a tragédia que vitimou os atletas do Clube de Regatas Flamengo.

Hoje vou falar da morte, prematura e surpreendente, do jornalista Ricardo Boechat, vítima da queda do helicóptero, as 12h15, sobre um viaduto em uma das avenidas da cidade de São Paulo.

Sem dúvida nenhuma Boechat era o melhor âncora da televisão brasileira e um dos melhores jornalistas deste País. Boechat se destacava dos seus concorrentes por ser extremamente inteligente, competente e, principalmente, por fazer um jornalismo independente, compromissado com a verdade dos fatos, sem compromisso com políticos e/ou partidos políticos. O seu compromisso era somente com o telespectador que o acompanhava na TV, Rádio e jornais, que acreditava sempre nos seus comentários e informações que passava todos os dias.

A morte de Boechat, sem sombra de dúvida, vai deixar uma lacuna aberta e não vejo ninguém na nossa imprensa que possa substitui-lo. Hoje o telejornalismo brasileiro está mais pobre, de luto e órfão.

Boechat, você deixou uma marca indelével na imprensa e uma história de vida e profissional para ser contada aos alunos e profissionais que queiram aprender como se faz uma imprensa séria, sem receio de dizer a verdade e sem medo dos poderosos de plantão que dominam as grandes redações da imprensa no Brasil.

Que você e os que estavam no helicóptero descansem em paz.

Fonte

Juarez Cruz/Escritor e cronista Salvador-BA - juarez.cruz@uol.com.br


Categorias: ARTIGO


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