sbado, 16 de fevereiro de 2019

DESMATAMENTO

Relatórios da preservação da Ponta do Abunã não conhecidos do público

11/02/19 09:15

Porto Velho (RO), RO – Poucos são os dados reais revelados por órgãos de controle do município, Estado e União Federal, respectivamente, os números que atestem o tamanho dos desmatamentos sofridos pelo que resta de florestas em pé nesta parte da Amazônia Ocidental Brasileira.

De acordo com fontes que exigiram anonimato à Reportagem do CNR, de 2001 a 2011, “só a Capital rondoniense teria perdido para a pecuária o equivalente a 700 campos de futebol”. Essa avaliação ainda não foi confirmada, oficialmente, pela secretaria do Meio Ambiente (SEMMA) nem por setores estaduais por uma suposta ausência de avaliação acuratória dos mapeamentos conduzidos por programas de monitoramento.

A mesorregião da Ponta do Abunã, com a chegada de fazendeiros fugidios do Vale do Guaporé (2012-2018) das operações de combate aos desmatamentos deflagrados pelo IBAMA com a cobertura de policiais da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal, “o sul e oeste do Amazonas, na divisa com Porto Velho, a extração ilegal de madeira e supressão das florestas nativas sofreram movimento incomum”.

Nem mesmos relatórios saídos de institutos e entidades credenciados por acordos internacionais – que recebem dinheiro dos países ricos para manterem as florestas em pé – “tem sido dado à publicidade correta sobre o tema e ao que parece preocupa mais os governos da Holanda, Noruega e o Japão, ainda os maiores patrocinadores”.

Imagem Ilustrativa: Desmatamento

ESTRANHO NO NINHO

O CORREIO DE NOTÍCIA, por mais de uma semana tentou obter os números reais, supostamente contidos em relatórios reservados no âmbito do município, mas deparou-se com profissionais exercendo a função que a de técnico ou analista ambiental. No lugar de especialistas, apenas pessoas graduadas em serviço social.

Os números sobre um provável impacto ambiental na região da Ponta do Abunã, segundo interlocutoras instadas pela Reportagem, “não são negados, apenas não é dado publicidade pelas autoridades municipais”. O que levou o Repórter a percorrer um longo caminho por mais de uma semana entre o sistema oficial e o privado.

O Sul e Oeste do Amazonas, conforme dados obtidos através de acadêmicos nativos, os distritos de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã e Jacy-Paraná, desde os anos 2010 a 2011, entrando 2012 a 2018, apresentaram índices elevados de devastação. “E os desmatamento não cessaram por causa do olhar complacente das autoridades”, afirmou ex-agente ambiental aposentado da SEDAM.

Apesar de ser uma atribuição do município, do Estado e da União, impedir o acesso público às Reservas Extrativistas (RESEX), Áreas de Proteção Ambiental (APP), Parques Estaduais e Nacionais, além de coibirem a extração ilegal de madeiras e minérios, o que resta de florestas em pé, tanto nos distritos do Abunã e do Baixo e Alto Madeira, “continuam cobiçadas por fazendeiros e madeireiros ilegais”.

Sobre o assunto, a avaliação do desmatamento no Estado de Rondônia entre 2001, 2011 a 2018, ao que foi informado extra-oficialmente em secretarias municipais e estaduais e seriam de domínio pleno de apenas universidades de Brasília, do Sul e Sudeste. Além das coordenadorias de Geociências dos países ricos que patrocinam programas de conservação e renovação na Amazônia Brasileira.

Preservação – Castanheira da Amazônia

Mesmo nas áreas de reservas extrativistas, onde o acesso deveria “ser restrito”, é possível saber algo surpreendente quanto aos programas de conservação e preservação a cargo das usinas hidrelétricas.  Segundo nativos disseram, “imagens dos satélites LandSat 5 TM podem provar que ao menos 80% da supressão vegetal extraída da antiga Vila Mutum e região foi soterrada sob as águas dos lagos”.  

Nos estudos em poder dessas universidades constariam, também, dados reais sobre desflorestamento ilegal em todas as áreas de florestas dos distritos de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã, Jacy-Paraná e dos municípios do Sul do Amazonas (Lábrea e Canutama), são palco da cobiça de fazendeiros e madeireiros desde 2001 a 2019 na tríplice divisa com os estados de Rondônia e Acre.

 

Fonte

Redação/CNR | Por Xico Nery


Categorias: POLÍTICA


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