sbado, 16 de fevereiro de 2019

Artigo

Um mestre da alma feminina

08/02/19 17:50

Oscar D’Ambrosio*

Qual é a receita para sucesso no mundo da arte? Estaria ele sempre associado ao reconhecimento público? Ou se trata de conseguir recompensa econômica pelo trabalho realizado? Essas são apenas algumas das indagações que o filme ‘Egon Schiele: morte e a donzela’ ergue com imensa propriedade.

A obra austríaca mostra diversas facetas de um artista que viveu apenas 28 anos, mas deixou um legado poderoso. Talentoso como pintor e desenhista e sedutor incontrolável, ganhou seu espaço em Viena como autor de trabalhos importais, mas também por escândalos pela maneira sensual de mostrar as mulheres e por não ter barreiras em relacionamentos com menores de idade.

Diversos aspectos de seu processo criativo ganham a tela, como a necessidade de ter modelos para fazer as suas composições e um temperamento inquieto, que o levou a ter numerosas dificuldades com a justiça. A direção de Dieter Berner enfatiza ainda a luta constante para ter recursos mínimos para sobreviver.

Essa equação complexa levou o artista a um casamento por interesse. O desfecho foi trágico. Ela faleceu, grávida, na epidemia de gripe espanhola, em 1918; e ele, da mesma causa, três dias depois. Seu legado, como bem mostra a narrativa cinematográfica, é um dos mais significativos dentro de um expressionismo intenso na forma de tratar o nu e a intimidade feminina.

 

Fonte

Por Oscar D'Ambrosio Oscar D'Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


Categorias: ARTIGO


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