sbado, 16 de fevereiro de 2019

CALAMIDADE PÚBLICA

Transporte público de Porto Velho continua caótico

07/02/19 15:48

Após vários dias sem transporte publico na capital de Rondônia e longas horas de negociação em Audiências de Conciliação na Sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Estado de Rondônia – Sitetuperon, do Consórcio SIM e da Prefeitura de Porto Velho, os trabalhadores decidiram pôr fim à greve e retornar imediatamente às atividades. Graças à intervenção da Prefeitura de Porto Velho, através do prefeito Hildon Chaves que atendeu quase todas as exigências e pedidos do SIM para garantir a continuidade do serviço.

No entanto, só está em funcionamento apenas 50% da frota de ônibus, segundo informações a empresa só tem um limite de 10 mil litros de combustível por dia, e isso não dá para rodar toda a frota. Ainda de acordo com a informação obtida por este meio de comunicação, a frota está toda sucateada, são mais de 20 ônibus no pátio da empresa com problemas mecânico com diferencial e caixa de marchas quebrada. Além de pelo menos 30% dos motoristas que alegam que só voltam ao trabalho quando resolverem a parte de rescisão de contrato com o outro grupo empresarial.

Foto: http://www.correiodenoticia.com.br

De acordo com informações de um funcionário da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes, todos esses problemas foram informados formalmente, inclusive, com protocolo para o secretário da (SEMTRAN), e o mesmo estaria fazendo corpo mole quanto à verdadeira resolução deste problema que atinge a maioria da população portelense.

O funcionário que por razões obvia prefere não ser identificado, disse que o prefeito apenas está colocando panos quentes neste problema, não resolveram nada, está, apenas, tentando ganhar tempo, talvez o tempo para que acabe seu mandado deixando esse abacaxi para o seu sucessor. “Esperemos sinceramente que venha um gestor de verdade”, disse ele.

Porém, o que se vê é que o problema não foi resolvido, além do mais o transporte público municipal de Porto Velho continua a mesma lataria velha de sempre, (ônibus) em péssima qualidade, frota reduzidíssima, por conta da má administração pública, ou no mínimo um descaso total com a população.

A grande conclusão, segundo informações de servidores da SEMTRAN que não quiseram se identificar, eles não agüentam mais tanto descaso, porém não podem aparecer por medo de retaliações, e sabemos muito bem que esse gestor municipal sabe bem fazer isso, pois administra a cidade através de um tucano do bico grande.

Há uma percepção que, aos poucos, vem sendo assimilada pela maioria da população: a cidade vendida durante a campanha eleitoral era somente um produto de marketing. Depois de dois anos e dois meses de gestão do “Doutor” Hildon Chaves (PSDB), o porto-velhense se deu conta da roubada em que, literalmente, se meteram.

Os problemas, outrora escondidos, furaram a bolha da blindagem midiática dedicada ao gestor. Um retrato desses 148,873 votos, certamente, incluiria a situação de abandono da cidade, a piora dos serviços públicos e a desvalorização dos servidores municipais.

Foto: http://www.correiodenoticia.com.br

Para quem depende diariamente de ônibus para se locomover, do atendimento no posto de saúde do bairro e da escola pública do município essa realidade é conhecida há tempos.  Mas os demais setores da cidade, além dos limites da periferia, descobriram que, depois muitas promessas, Hildon Chaves não resolveu nenhum dos problemas estruturais na capital.

Porto Velho, para tristeza de todos, está feia, suja e maltratada. A limpeza pública conta com um serviço irregular, provocando acumulo de lixo nos quatro cantos da cidade.

A coisa piora quando chove, porque a quantidade de lixo aumenta com a sujeira que vem dos bueiros entupidos pela falta de manutenção sem falar nos tradicionais alagamentos que infernizam a vida da população.

Aliás, essa questão dos alagamentos virou quase um folclore em Porto Velho. Dizer que a cidade não agüenta uma chuva mais forte é uma constatação repetida há décadas pelos porto-velhenses. A Prefeitura, porém, nunca realizou as obras necessárias para resolver o problema.

O que existe de rede de drenagem na cidade é sabidamente insuficiente para dar conta das demandas de uma capital com período chuvoso constante. A realização desse serviço não avançou no mesmo ritmo do crescimento da cidade.

A mobilidade urbana nem se fala, é outra reclamação rotineira da população. O trânsito cada vez mais caótico.

 

Fonte

Redação | Com informações de Helsio Rabelo


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